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5 melhores coisas em Doutor Estranho (sem spoiler)

Doutor Estranho foi a grande estreia do começo de novembro e já chegou aos cinemas arrecadando 18.7 milhões no primeiro final de semana no Brasil. Só a título de comparação, o segundo colocado, a animação Trolls, teve 4 milhões apenas. E o sucesso de público veio com uma obra bem interessante e digna de diversos elogios, vamos então relembrar (ou apresentar, para quem não viu) as melhores coisas do último filme de herói do ano.

Veja também a crítica do Cauê Petito

Visual:

Doutor Estranho é um espetáculo de formas, cores, estilos… bebendo na fonte do A Origem, mas fornecendo mais elementos. No trailer já dá para ter uma ótima noção do que veríamos. Ainda assim, Doutor Estranho se superou. Realmente deu para perceber um trabalho bem cuidado dos envolvidos. Os mundos alternativos lembram algo do Homem Formiga, outra vez com mais criatividade. O mais incrível é que não ficamos com aquele ar de artificialidade, o deleite visual é orgânico. E temos o melhor 3D em muito tempo, acho que desde A Travessia.

Elenco:

Lembra quando o Brasil tinha uma mega seleção em campo E no banco de reservas? Algo parecido ocorre aqui… Chiwetel Ejiofor (indicado ao Oscar por 12 Anos de Escravidão), Rachel McAdams (indicada por Spotlight) e Tilda Swinton (vencedora da estatueta por Conduta de Risco) são apenas suportes para Benedict Cumberbatch brilhar. Ele que também esteve no Oscar ao ser indicado no Jogo da Imitação. Incrível como o “Benedito” conseguiu fazer personagens tão parecidos, como Sherlock Holmes ou Alan Turing, e não soar repetitivo. E o ator tem o carisma para substituir nomes como Robert Downey Jr, Chris Evans e Mark Ruffalo nessa nova fase da Marvel.

Ação e Comédia:

As cenas de ação de Doutor Estranho tem uma movimentação bem limpa, mesmo tendo efeitos pipocando na tela. Entendemos o posicionamento dos personagens. Além disso, graças aos efeitos (novamente eles), a interação com o cenário é um fator que não pode ser ignorado. Os prédios, ruas e todo o mundo se desdobrando por cima da galera ficou realmente muito bom.

Já o humor desagrada alguns que clamam por uma maior seriedade, porém satisfaz a maioria. E aqui ele vem de todo lado. Da arrogância do Doutor Estranho, de um certo sarcasmo onisciente da Anciã e até do improvável (ou nem tanto) bibliotecário Wong. Há também uma dose de humor físico usando a capa. Esse confesso que passou um pouco do ponto, mas ainda assim arrancou boas risadas…

Universo Cinematográfico Marvel e Cenas Pós-Créditos:

Hoje concretizada a ideia que há algum tempo parecia distante, algumas pessoas esquecem o grande projeto que é trazer toda essa conexão entre os filmes e heróis. Doutor Estranho está naquele Universo e, para o bem ou para o mal, segue a fórmula Marvel. E como bem ressaltado pelo Thiago de Mello, do site OSETE, até o logo inicial da Marvel teve uma estilizada aqui. Mesmo quem não aprecia as repetições das ideias, talvez possa aplaudir a consistência e o direcionamento. As cenas pós-créditos, não vou dizer o teor para não estragar a experiência de quem não viu, apontam para a sequência da franquia isoladamente e também como integrante do todo. Outro ponto a favor aqui é que ao mesmo tempo que reverbera as consequências dos outros filmes é possível entender o longa como peça única, as referências não atrapalham o andamento da história – sendo uma boa chance de levar alguém que não está acompanhando todos os filmes da Marvel. 

O Personagem:

Uma mistura de House, Harry Potter e Homem de Ferro (obrigado Daniel Guilarducci, do Razão de Aspecto, pela ideia) não poderia dar errada. E realmente não dá… Dr. Stephen Strange é um personagem que se modifica ao longo da trama, não termina do mesmo jeito que começa, aliás passa a história em constante evolução. É arrogante e empático. Destemido e frágil. Além de usar a inteligência dele do começo ao fim para resolver as mais diversas situações.



E quais outros pontos positivos você destaca em Doutor Estranho? E quais você não curtiu tanto?

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