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Crítica: Mascots (2016) – Original Netflix

Mascots é uma comédia original Netflix, funciona? Em partes….

Ficha técnica:
Direção: Christopher Guest
Roteiro: Christopher Guest, Jim Piddock
Elenco: Zach Woods, Sarah Baker, Michael Hitchcock, Tom Bennett,  Kerry Godliman
Nacionalidade e lançamento: EUA, 2016 (13 de outubro de 2016 no Brasil)

Sinopse: uma comédia que simula um falso documentário sobre a Competição Anual de Mascotes. Depoimentos, bastidores e o concurso em si, tudo fake, são mostrados aqui.

A Netflix tem produzido cada vez mais longas originais. O mais recente tinha sido lançado dia 07 de outubro, o The Siege of Jadotville. E alguns dias depois, 13/10, já chega no serviço de streaming outro filme exclusivo: a estranha comédia Mascots.

E o estranhamento se dá por alguns fatores. Se no péssimo Zerando a Vida, também original e parte do acordo da Netflix com Adam Sandler, o humor era mais fácil e familiar, em Mascots temos piadas que se você não prestar atenção talvez passem batido. Além disso, a cultura dos mascotes é mais forte nos EUA do que no Brasil, o que pode causar algum distanciamento do público brasileiro. E o filme pesa na mão (intencionalmente) tornando aquele universo ainda mais grandioso e os atores em alguns momentos ficam bem caricatos.

Por outro lado, a história é bem simples: acompanhamos alguns dos participantes do Festival Anual de Mascotes nos preparativos para o evento. Vemos o antes, durante e depois daqueles excêntricos personagens. Além dos competidores temos também a fala do organizador do festival. As histórias são todas bizarras: um casal que vive brigando, um cara com um só testículo e que é a terceira geração de mascote da família, um bad boy que usa drogas e tem problemas sexuais e de violência… Os depoimentos iniciais são naquele formato de falar para a câmera. Um jeito eficaz, mas um pouco lento para apresentar aquelas figuras.

No segundo terço do longa, Mascots envereda por relações ainda mais peculiares em piadas com um pouco de nonsense. Há uma burrice quase que generalizada entre os participantes. Então se você gosta ou se identifica com personagens falando/fazendo coisas estúpidas, vai rir com aqueles movimentos. Como exemplo temos um técnico que pergunta sinceramente para um anão se o encolheram para que ele coubesse em uma fantasia. É uma parte que poderia ser mais enxugada ou até tirada do filme.

Fechamos Mascots com a competição em si. Se antes o humor falado era predominante, agora o físico prevalece. Em performances quase circenses vemos de tudo. As apresentações são variadas e rimos junto com a plateia. Depois começa a premiação e fecha o filme com as consequências, um ano depois, do Festival na vida dos participantes. O ritmo aqui dá uma acelerada e é disparado a melhor parte do filme. Quem levantou para pegar um lanche ou deu umas piscadas no resto, com certeza vai ficar mais atento aqui.

Mascots tem uma proposta de rir do formato básico dos documentários e de rir daqueles que praticam a arte de se vestir de mascotes. É um longa despretensiosamente pretensioso ou pretensamente despretensioso, sinceramente ainda não decidi, talvez ele seja os dois…

https://www.youtube.com/watch?v=swTWozTxQ-E&ab_channel=NetflixUS&Canada%20

 

  • Nota Geral
3

Resumo

Mascots tem uma proposta de rir do formato básico dos documentários e de rir daqueles que praticam a arte de se vestir de mascotes. É um longa despretensiosamente pretensioso ou pretensamente despretensioso, sinceramente ainda não decidi, talvez ele seja os dois…

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