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Crítica: No Mundo da Lua

No Mundo da Lua é uma aventura bem infantil, infelizmente pouco além disso…

Ficha Técnica:
Direção: Enrique Gato
Roteiro: Jordi Gasull, Neil Landau, Javier López Barreira e Patxi Amezcua
Elenco (vozes): Carme Calvell, Javier Balas, Michelle Jenner, Dani Rovira
Nacionalidade e lançamento: Espanha, 2015 (21 de abril de 2016 no Brasil).

Sinopse: a família Goldwing tem uma tradição de astronautas, mas nem sempre as coisas dão certo para eles. O jovem Mike, junto com os amigos, elabora um mirabolante plano para acabar com as intenções de um vilão que quer conquistar o mundo.

Este ano tivemos animações variadas: para adultos (Anomalisa), roteiro complexos (Quando estou com Marnie), críticas sociais (O Menino e O Mundo) e algumas que mesclam elementos que servem para os pequenos e para nós adultos (Bom Dinossauro, Zootopia). Já No Mundo da Lua só funciona, se funcionar, para as crianças.

O visual, a linguagem e a mensagem é bem infantil. Tonalidades claras (até com o óculos 3D isso ficou patente), infantilização – no pior sentido – dos personagens e um texto simples (para não dizer bobo) marcam o longa.

Dificilmente você irá se surpreender ou se emocionar. Poderá rir em um ou dois momentos, mas o humor é predominantemente físico e com movimentos que já vimos algumas centenas de vezes antes. Os personagens são lineares, principalmente o vilão da história. Este tem como objetivo conquistar o mundo… porque sim. Há uma tentativa de falar de algo sobre as questões energéticas, mas é muito tangencial a abordagem, definitivamente não é o foco aqui. Além, é claro, da corrida espacial (este tema mais abordado).

Cada personagem tem uma função específica e já marcada. Sabemos para que serve e até onde vai cada um. Pode ser que para as crianças, sendo as primeiras experiências delas no cinema, não fique tão óbvio e seja bacana, mas o roteiro torna os personagens infantis completos idiotas ou mega inteligentes, quando convém ao enredo. E a transição é abrupta e sem motivos aparentes.

O começo e o final aceleram muito a trama. A apresentação dos personagens é jogada na tela e rapidamente já estamos com um problema nacional nas mãos para resolver. O final as coisas se atropelam e também deixam a deseja (recomendo ficar até o final dos créditos, tem algumas piadas que podem vale a pena).

Se começo e o final e o começo são ruins, o meio também não ajuda. Temos várias “subtraminhas” que poderiam ser retiradas para aprofundar outras que fariam mais sentido para a história principal, mas são pouco desenvolvidas. A suspensão de descrença, mesmo para um desenho, terá que ser alta aqui. As crianças poderão questionar alguns fatos, os adultos então…

As poucas coisas para o público mais velho são referências à Star Wars, Jay Leno (apresentador de Talk Show nos EUA), Superman e ao Helio 3, um isótopo utilizado pelo vilão do filme (podendo gerar explicações posteriores dos pais que são da área aos filhos mais curiosos).

Enfim, se estiver à toa no shopping e teu filho/sobrinho/irmão quiser ir ao cinema, vá lá… compre uma pipoca grande e veja ele se divertindo (ou não). Mas recomendo outros longas como Zootopia e, caso ele seja um pouco mais velho, Mogli: o Menino Lobo e O Escaravelho do Diabo. A nota, duas estrelas, se dá pela diversão das crianças (para elas pode ser até um 3 estrelas). Para os adultos o longa é, sem dúvidas, uma estrelinha apenas….

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