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Crítica: Os Herois de Sanjay

Os Herois de Sanjay foi indicado ao Oscar de melhor curta de animação.

Ficha técnica: 

Diretor: Sanjay Patel
Sinopse: Sanjay é um garotinho indiano imaginativo que vive a dualidade entre a cultura ocidental e valores religiosos impostos pelo pai.

Nacionalidade e Lançamento: EUA, 2015 (07 de janeiro no Brasil)

(contém spoiler)
Os Herois de Sanjay
 (Sanjay’s Super Team, no título original) é um curta de animação da Pixar que antecede o Bom Dinossauro. É possível afirmar, sem exagero, que os 7 minutos de exibição praticamente já valem o ingresso, tanto que o filme principal ficou de fora do Oscar e Os Heroi de Sanjay foi lembrado

Temos aqui a história de um menino indiano que é vidrado em super-herois ocidentais. Ele faz, com empolgação, desenhos do que vê na televisão. Refletindo a crescente entrada de produtos, principalmente americanos, naquele país.

Já o pai do garoto, que pratica com afinco ritos religiosos, aparece em contraposição a situação supracitada. Para manter as tradições milenares, o pai chega a desligar o aparelho do filho e o obriga a rezar com ele.

O garotinho vai, obviamente, a contragosto. Mas mesmo em meio ao momento de oração o nosso jovem protagonista descobre um mundo novo, onde ele luta ao lado de deuses hindus no combate às forças malignas. Apesar de ter contado boa parte da história, deixarei o final para vocês conferirem no cinema.

O diretor, Sanjay Patel, transformou em arte de altíssimo nível momentos que deve ter passado na infância (não à toa o menino ter o mesmo nome). Patel, participou da produção de animações consagradas como: Vida de Inseto, Toy Story 2 e Monstros S.A., sendo Os Herois de Sanjay o primeiro na função de diretor.

Vale o destaque que toda a trama é passada sem um diálogo entre pai e filho, mas, além das expressões temos aqui uma trilha de Mychael Danna, vencedor do Oscar com Aventuras de Pi, em 2013.

A Pixar vem se superando, ano passado com o Lava (que abriu os trabalhos para o Divertidamente) já apresentou uma tocante obra e nos brindou com um refrão inesquecível: “o nosso amor cinti-lava”. E agora com mais um excelente, reflexivo e sensível curta animado, que pode levar uma estatueta para casa.

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