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“Trinta” estreia em 60 salas de todo o Brasil

Chega nesta quinta-feira o filme “Trinta“, dirigido por Paulo Machline. O longa chega a 60 salas de todo o país, com o objetivo de fazer uma boa média de espectadores por sala, segundo a produtora Joana Mariani. “A decisão foi fazer um lançamento médio, porque o que vem acontecendo é que os lançamentos fazem médias baixas por sala devido ao lançamento grande, então se ele foi bem no primeiro fim de semana, a gente abre mais”, afirmou.

“Trinta” retrata o início da transformação de um bailarino ambicioso do Theatro Municipal em uma das figuras mais emblemáticas do carnaval brasileiro. Sem contar toda a vida do artista, o filme busca mostrar como João Jorge Trinta tornou-se Joãosinho Trinta, o gênio inovador e recordista de títulos do Carvanal do Rio de Janeiro, possivelmente o maior espetáculo da Terra. A cinebiografia do personagem histórico do carnaval carioca mostra como tudo começou, desde os primeiros passos de balé no Rio de Janeiro, em 1960, até o desafio de assumir o posto de carnavalesco da Acadêmicos do Salgueiro, tradicional escola de samba do carnaval carioca, em 1974.

O filme conta com grande elenco: Matheus Nachtergaele (Joãosinho Trinta), Paulo Tiefenthaler (Fernando Pamplona), Paolla Oliveira (Zeni), Fabrício Boliveira (Calça Larga), Milhem Cortaz (Tião), Mariana Nunes (Isabel e Marco Ricca (Bráulio).

O diretor Paulo Machline conta que, a partir de um artigo de Carlos Heitor Cony, decidiu que gostaria de estudar mais sobre Joãosinho Trinta. Ao conversar com o carnavalesco, foi questionado se ele tinha uma câmera, e ele tinha. “Aí eu comecei a gravar entrevistas, por volta de Julho ou Agosto de 2002”, afirma o cineasta. Foram diversos encontros nos quais ele gravou depoimentos do artista e que não apenas culminaram no documentário “A Raça Síntese de Joãosinho Trinta”, lançado em 2009, como também o levaram ao roteiro que faz o filme agora lançado. O hiato entre a gravação dos depoimentos para a produção do documentário e o início de “Trinta” foi o tempo que demorou para o cineasta encontrar a dupla Matias Mariani e Joana Mariani, que comandam a produtora Primo.

Machline diz que não houve necessidade de escolha do ator para viver o protagonista. “Jamais considerei outro ator”, diz. Ele entende que é comum no cinema a troca de atores devido ao tempo que se leva para filmar um longa, e os eventuais dez anos entre a idealização do projeto e as filmagens podem criar esta mudança. Por sorte, Machline não precisou mudar de ator e Nachtergaele aceitou. “Quando eu li artigo, eu já pensei no Matheus”, declara. “Ainda bem que ele aceitou, senão seria um problema, talvez o filme nem existisse”.

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