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Crítica: A Viagem de Chihiro

Antes de mais nada, uma breve apresentação! Meu nome é Juliana, e fui uma das escolhidas como nova autora no recrutamento do Cinem(ação)! Fico muito feliz de fazer parte da equipe, e espero fazer um bom trabalho. Comentem, critiquem e fiquem à vontade. Para começar, uma crítica de uma animação não tão recente que eu enviei para a seleção. Vamos lá!

Em 2003, quando eu tinha 11 anos, fui ao cinema assistir “A Viagem de Chihiro” (Spirited Away, em inglês) com os meus pais. Como tinha uma menina e um dragão no cartaz, o filme parecia bom. Porém, já estava com a idéia de que seria um daqueles filmes clichês e previsíveis. Grande engano. O filme era espetacular e até hoje não encontrei alguém que discorde disso. Inclusive foi uma das minhas primeiras aquisições em DVD quando iniciei minha coleção há alguns anos atrás.

Vencedor do Oscar de Melhor Animação em 2003 e do Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2002, “A Viagem de Chihiro” (2001) é um filme produzido pelo Studio Ghibli e dirigido pelo consagrado e aclamado diretor Hayao Miyazaki. Foi através desse filme que muitas pessoas passaram a conhecer outros trabalhos do diretor, como “Meu Amigo Totoro” (1988) e “Princesa Mononoke” (1997). Posteriormente, outros filmes dirigidos por Miyazaki também foram considerados obras fantásticas, como “O Castelo Animado” (2004) e “Vidas ao Vento” (2013).

A animação começa quando Chihiro, uma garota de 10 anos, é obrigada a mudar de casa para longe de seus amigos e de sua antiga escola. No caminho da mudança, seus pais se perdem e acabam encontrando um túnel que termina em uma cidade misteriosa. Para a infelicidade de Chihiro, seus pais começam a explorar a cidade e encontram um restaurante com um grande banquete. Chihiro, desconfiada de tudo, prefere não comer nada, mas seus pais não lhe dão atenção e… Acabam se transformando em porcos! Aí começa o desenrolar da história, quando Chihiro está assustada e sem perspectiva do que fazer e acaba por encontrar Haku, um garoto que lhe aconselha a pedir um emprego na casa de banho da bruxa Yubaba. A partir daí seremos apresentados a vários personagens marcantes, como o Kamaji, a Lin e o deus Sem Rosto, um dos meus favoritos. O filme é completamente imprevisível, e o final me surpreende todas as vezes.

Apesar de ser uma animação que envolve deuses, dragões, bruxas e seres mágicos, é um filme adequado para todas as idades, desde crianças até vovôs e vovós. A marca registrada de Miyazaki é nos introduzir a um mundo complexo e extraordinário, e isso não é diferente em “A Viagem de Chihiro”.

Não só o enredo merece elogios, mas também a atmosfera cheia de cores e paisagens únicas. Porém, o que mais me causou arrepios durante o filme todo foi a trilha sonora. O senhor Joe Hisaishi, compositor japonês, merece uma infinidade de aplausos pelas músicas tocantes criadas para o filme. Não tem uma vez em que eu escuto essa trilha sonora sem me arrepiar. Ele também é compositor em muitas outras obras de Miyazaki.

No geral, é um filme sensacional. Não encontro furos no enredo, e já assisti diversas vezes. É uma daquelas animações que você precisa ver de tempos em tempos, aquela que você comenta com todo mundo e quando alguém diz que nunca assistiu você fica incrédulo!

Então, meu amigo, pegue o filme aí AGORA e assista. Eu também estou indo fazer o mesmo, pela vigésima vez.

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