Ícone do site Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema

Crítica: Capitão América 2 – O Soldado Invernal

Após a última crítica que escrevi sobre um filme da Marvel (Crítica Homem De Ferro 3) e com os comentários que foram escritos (inclusive umas bobagens que escrevi sobre o filme do Super-Homem) fiquei preocupado. Não com a nota que dei para o filme (que não mudo de forma alguma), mas com o seguinte problema: Como separar o fã de HQ do fã de filmes?

Desde que comecei a escrever no Cinema(ação) penso neste assunto: Será que estou sendo coerente? Será que estou escrevendo bobagens? Bem… se eu fosse tão ruim, não seria convidado ou já teria sido expulso (obrigado direção!!!). Mas é sempre bom ter um pulga atrás da orelha para não acomodar. Então eu fico pensando que minha crítica é diretamente ligada às minhas experiências, à minha visão de mundo, e principalmente às minhas expectativas.

Assim, após todos os trailers e tudo que li nos quadrinhos,  esperava “Capitão América 2 – O soldado Invernal” (Captain America: The Winter Soldier – 2014 – dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo), apresentasse um Capitão América / Steve Rogers (Chris Evans) agindo ás escondidas do público em missões secretas da Shield e descontente com o rumo das ações da agência de inteligência… e o filme tinha tudo isso. Acreditava em uma Natasha Romanoff / Viúva Negra (Scarlett Johansson) com muita ação e tive mais que isso, assisti uma das personagens do cinema mais próximameas das HQ que já vi (ficou ótima além de muito gata como já se esperava). Pensei que iria encontrar um James “Bucky” Barnes / Soldado Invernal (Sebastian Stan) conflituoso entre sua antiga e sua nova identidade, e encontrei! Jurava que a história de Sam Wilson / Falcão (Anthony Mackie) seria mais uma prolongação na história, teríamos o risco de tornar a mesma mal feita, mas no fim, se você prestar atenção, verá que até arrumaram uma forma rápida e concisa de introduzir o novo herói na história (se você acreditar que a Viúva Negra e o Capitão América são realmente “fodões”, fica fácil entender esta parte do filme).

Também esperava que o apresentasse Nick Fury (Samuel L. Jackson) como “o super espião” que é nos quadrinhos, esperava uma boa direção, uma boa imagem, efeitos visuais muito bem feitos e efeitos sonoros muito bons (com o uso da tecnologia da Lucasfilm que também é da Disney). Encontrei tudo isso. Há… no filme também tinha o ator Robert Redford, mas, com o devido perdão dos cinéfilos mais puristas, vou confessar que não esperava muito dele. É claro que se mostrou o ótimo ator que é, mas ele não roubou a cena.

Uma coisa eu NÃO esperava e acabei encontrando: uma trama um pouco mais complexa que normal. Honestamente, esperava uma trama “facinha” como em “Missão Impossível 2”. Mas não… era algo muito inesperado (tão inesperado quanto o destino do Mandarim em Homem de Ferro 3). E o mais interessante foi ver personagens se repetindo em outras mídias, como, por exemplo, um dos Agentes da Shield mais importantes da trama estar em outros filmes da Marvel (como o primeiro filme do Thor) como um simples agente de campo da Shield. Estas e outras pequenas coisas, mostram o cuidado que a Marvel tem com seus filmes e personagens e suas franquias em geral. Encontrei também “ganchos” para outros filmes da Marvel, como o próximo filme dos Vingadores.

Uma coisa não esperava encontrar e realmente não encontrei: Um enredo muito original, com nuances de inteligência, ou algo extremamente novo, ou ainda algo que supere as expectativas (ou seja,  algo que mereça um grande prêmio do cinema). Não tinha nada disso o que foi bom. Honestamente, não entrei no cinema para ver uma crítica à sociedade ou, uma história dramática ou algo assim. Se bem que, se analisar bastante, pode encontrar uma crítica à semelhante à aquela encontrada em “Minority Report (2002 – dirigido por Steven Spielberg), mas em um nível de clareza bem menor.

No fim de tudo, vejo que é difícil separar o fã de HQs do fã de filmes, afinal sou os dois. E como encontrei apenas um bom Blockbuster muito bem feito, deste que você acha tudo o que você espera encontrar, vê a história sair de acordo com sua expectativa, e não se decepciona. Caso em algum momento de sua vida você se deparar com a oportunidade de assistir este filme mais uma vez você diz: “Vou assistir o filme outra vez pois ele é bom”. Provavelmente você nunca dirá que é um clássico, ou ainda que é fundamental para sua videoteca, mas se você tiver este filme nela, acredito você não vai receber elogios, mas por outro lado, ninguém te critica.

 

Sair da versão mobile