As Mathildas #16: As escorregadas machistas que perdoamos (ou não)

As Mathildas #16: As escorregadas machistas que perdoamos (ou não)

Quando você pensa que elas vão fazer mais um episódio… PÁ, tem esse tiro aqui: as convidadas da vez foram nada menos que Tupa Guerra (do podcast Mundo Freak) e Ira Croft (do podcast Ponto G). Elas conversaram com as Mathildas Grecia Baffa e Iole Melo sobre filmes, séries e pessoas com escorregadas machistas.

O papo trouxe exemplos de filmes como Hobbit, Mulher Maravilha, Corra Lola, Corra e séries como A Caçadora de Relíquias, Masters of Sex e muito mais. Estica as perninhas aí, põe o fone de ouvido e aproveite que a conversa rendeu MUITO!

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Alguns materiais citados durante o papo foram:

  • Filme: O Hobbit
  • FIlme: Mulher Maravilha (falamos dela em outro podcast também!)
  • Filme: Thor
  • Série: A Caçadora de Relíquias
  • Série: Masters of Sex
  • Filme: Corra Lola, Corra
  • Atores e diretores que escorregaram FEIO: Johnny Depp, Woody Allen e tantos outros… (parêntesis: justo depois de gravar esse podcast, começou o caso do produtor Harvey Weinstein, que foi acusado por MUITAS MULHERES de assédio sexual. Nojentos!!!!!)
  • Atores que são gente boas: Hugh Jackman e Justin Baldoni. <3

Cultura das Mathildas (nossas indicações):

Ache as meninas no Twitter: Tupa Guerra @tupaguerra e Ira Croft @iracroft

Os podcasts delas: Mundo Freak e @Programa_PontoG

Citamos mais algo e não está na lista? Deixe um comentário!

Edição: ISSOaí Design Estratégico

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  • Alan Michael Scott

    Puts, que decepção com o filme “Corra Lola, Corra”… Eu adoro (adorava?) esse filme, mas, vocês me abriram os olhos e comecei a refletir sobre ele. O filme é construído com base numa ideia machista, machista na essência… Não sei se vou continuar gostando do filme, nem sei se vou querer rever, to certo de que vou passar raiva…

  • Oi a todas,

    Muito legal refletir sobre as colocações de vocês.

    Confesso que o “Corra, Lola Corra”, é um filme que acho interessante para dar aula de existencialismo, mas o relacionamento eu achei bizarro quando assisti, mas vocês comentando é bem mais do que eu achava…
    O da Tauriel é bem bizarro, ainda mais com os comentários “tipo pedreiro” dos anões ao vê-la.

    Sobre o Mulher-Maravilha, a sorte que o Zack Snyder não influenciou muito no trabalho da Pathy Jenkins, do jeito que ele é fetichista… A Lindy Hemming fez um trabalho incrível com o figurino dela, e já tinha um histórico de filmes de super-heróis com figurinos mais “realistas”, como o trabalho dela no Dark Knight.

    Pergunta: O que vocês achavam de Xena???? – Sou fã da série, mas gostaria da opinião de vocês nesse quesito discutido no episódio.

    A série da Caçadora de Relíquias eu assisti, e não tinha prestado atenção na mudança após a aparição da secretária…

    Da lista das celebridades de Hollywood, como vocês bem apontaram, o problema que além das canalhices cometidas no mundo real, os comportamentos pessoais são tidos como modelos aos seus fãs. A denúncia é a discussão sobre os casos são formas necessárias de construção da naturalidade das canalhices destes.

    Não sou adepto, como esteta, de misturar a experiência estética com a vida do artista. Em alguns aspectos da análise da obra isso pode ajudar, como no caso que vocês citaram do Woody Allen e em sua concepção de mulheres. Mas como a indústria de cinema trabalha em um paradigma romântico, essa discussão é bem importante, pois mesmo que o indivíduo sofra as sansões legais, o que quase nunca ocorre, o fato dos indivíduos serem admirados enquanto pessoas físicas acaba estimulando isso. Confesso que demorei para entender isso – homem é meio burro e bem conivente mesmo -, por causa da postura de ignorar artista, autor e focar na obra, mas é complicado mesmo nada ocorrer em relação a imagem pública da pessoa.

    Tudo de bom!

  • Ahh que legal que você gostou das nossas colocações. É importante ouvir isso de homens e saber que vocês estão se atentando a estas coisas. Lembro que assisti Xena quando criança, precisaria ver de novo hoje. Pelo pouco que me lembro, ela era totalmente sexualizada e sua relação com outra mulher fetichizada. Eu sei que é complicado analisar ator/obra, mas quando mais não ligamos para isso, mais isso será ignorado. Sempre gostei das obras do Woody Allen, mas quando você toma consciência de algo e presta atenção nestes detalhes, é difícil retroceder.
    Um abraço e até logo, Tiago!

  • Sim, Alan! Eu gostava muito, muito mesmo. Estudo semiótica e este filme é um prato cheio de símbolos e signos. Infelizmente, como disse no comentário acima, quando tomamos conhecimento de algo e prestamos atenção nisso, é difícil retroceder. Muito obrigada pelo comentário e continue ouvindo a gente! Um abraço!!

  • Bru Leão

    Meninas, eu to aqui batendo palmas em pé porque sentado não seria o suficiente pra dizer como esse programa me representou em vários pensamentos e agonias que eu sinto quando estou vendo filmes. A questão da Mulher Maravilha já foi um ponto fora da curva, porque saiu da caixinha esperada da maioria dos filmes de super herois, e ainda por cima segurou todas as contas da DC após o fracasso de Esquadrão Suicida e Batman vs Superman. A questão de que o interesse amoroso dela na história não estranhar ela ser uma guerreira, não tenta parar ela de fazer nada e muita das vezes conhecer o lugar dele (ciente que ele é mais fraco, tanto é que ele fala que ele precisa salvar o dia, porque ela precisa salvar o mundo) achei bem colocado. Outra coisa, a lista de machos escrotos do caralho é infinita, mas acho que um dos que mais me incomodam que não foi citado seria o Casey Affleck, que além de duas acusações de assédio, teve sua cabeça passada mão por hollywood, recebendo nada mais, nada menos do que um Oscar. Obrigado, meninas pelo maravilhoso trabalho.

  • Nós que agradecemos, Bru! Obrigada você por vir até aqui e contar seu ponto de vista. O caso sobre o Casey Affleck foi uma falha, esqueci de comentar. Eu também fiquei bem puta na época, por ele ter ganho o Oscar. Acho que essa questão de desvincilhar obra das pessoas (atores, diretores) é uma questão muito polêmica. Pretendo fazer um programa sobre isso ainda, sobre o que fazemos nestas situações (boicote, e tal). Um abraço e volte sempre!

  • IRADISSIMO! Conheci a Grecia vendo o vídeo das mulheres podcasters e to curtindo pacas o cast. Lembro que fui eu e uma mina ver o Pacific Rim no cinema. Quando começou o romance eu e o crush nos olhamos e fizemos uma cara de “bleh, que merda isso, desnessauro”. Hobbit então a Tupa resumiu minha full pistolice de tão tosco que foi aquilo. E to odiando mais o filme por descobrir o motivo de terem feito isso. Mas voltando, quero falar de novo. Que cast foda. Amo pegar um cast e ele ter um ritmo tão foda e bom de ouvir e esse me parece ter isso como poucos tem.

  • aaaaaaa Rafael Chino! <3 obrigada por vir aqui e comentar!! Que legal que você me conheceu lá no vídeo. Eu fiquei muito feliz de ter participado da Live, e agora no último AntiCast. Obrigada pelo elogio, nós amamos muito esse podcast e iremos defendê-lo! hehe Volte sempre, sempre! Um abraço!!

  • Indiferente

    Mas que porre essas problematizações, puta que pariu mano. Você realmente acha que desmembrar um filme até o ponto onde consegue achar um viés filosófico é útil? As pessoas assistem filme pra sentar na cadeira, ver o filme e ir embora mano, ninguém fica com isso: “nossa, como tenho fetiche na corda da ww”,
    É só filme carai, mas fazer oq né, pagar de politicamente corretx anti patriarcal é o que dá repercursão hj migxs.

    >paga de feminista
    >coloca o nome do programa de ponto g

    make sense.

  • Olá, Indiferente.
    Entendo que para você esse tipo de discussão não seja importante. Porém em momento algum vou tolerar xingamentos e palavras de baixo calão aqui. Se quiser voltar para discutir com seriedade, tudo bem, mas assim não dá.
    Nós estamos aqui para conversar sobre isso sim, se você não gosta, é só não ouvir, ok? E vá sem feliz em Paris, porque gente feliz não perde tempo escrevendo coisas chatas para os outros. 🙂

  • Indiferente

    Ainda bem que ninguém aqui se importa com aprovação alheia na internet, né non?
    Esse tipo de discussão gera uma série de acontecimentos que acabam chegando em mim indiretamente em forma das obras que eu consumo e têm de se adequar à luta sjw que alguém definiu que deveria ultrapassar as barreiras da vida real e passar a influenciar a ficção e arte.
    Saber que a diversidade do filme só rolou por ser obrigada, ainda vale a pena?
    Isso chega a ter traços de censura ditatorial mascarada quando você tenta impôr suas ideologias como regra.

  • Mas afinal de contas qual é todo esse lance? Porque você está TÃO incoomodado(a)?
    Cinema é discussão de sociedade. Estamos aqui para falar sobre o ponto de vista da mulher, já que esse mercado é ridiculamente machista. Se você não enxerga e não entende o que estamos falando, não posso fazer nada. Quer conversar de boa? Só me chamar nas redes sociais, porque é muito fácil ser “anônimo” e falar o que quiser. Trocar ideia não mata. Valeu!

  • Indiferente

    Me incomoda porquê isso influencia nos produtos que eu consumo. Cinema não é espaço pra uma discussão filosófica, é uma arte onde o único objetivo é maravilhar o espectador e não fazer refletir se os braceletes de um personagem são alusão a desejo sexual[???].
    Estar anônimo não tira a validade do meu ponto btw, minhas experiências com sjw já mostraram que não vale a pena ver como um igual.

  • Cara, beleza. Seu ponto de vista é esse. Show de bola. Era só ter falado isso desde o começo, não precisa xingar ninguém.

  • Indiferente

    eu não xinguei ninguém, se você não sabe ler o problema não é meu anyway. Depois de falar tanta asneira incitando o ódio só não pode ficar gritando quando ver o thor tirando a blusa no filme XDD

  • Fernanda Cobo

    Cara, “cinema não é espaço pra discussão filosófica” pra você, mas você não é o mundo e pra muita gente esse é um grande barato e cada espectador se maravilha com a arte de um jeito diferente, você não é o centro do mundo, pense nisso! Nem tudo é sobre você, aliás, quem é você? Francamenre, quer coisa mais covarde do comentar como anônimo!? Não consegue bancar suas próprias ideias? E ainda se acha o centro do mundo…hahaha. Meninas, como sempre, estão de parabéns (e Grécia, cê tem muita paciência, lidar com anônimo na internet é atraso de vida, quem age assim não tem estofo intelectual pra discutir com ninguém por ser covarde). Corajosa são vocês, que tão aí se colocando e fazendo acontecer.

  • Fernanda Cobo

    Cara, “cinema não é espaço pra discussão filosófica” pra você, mas você não é o mundo e pra muita gente esse é um grande barato e cada espectador se maravilha com a arte de um jeito diferente, você não é o centro do mundo, pense nisso! Nem tudo é sobre você, aliás, quem é você? Francamenre, quer coisa mais covarde do comentar como anônimo!? Não consegue bancar suas próprias ideias? E ainda se acha o centro do mundo…hahaha. Meninas, como sempre, estão de parabéns (e Grécia, cê tem muita paciência, lidar com anônimo na internet é atraso de vida, quem age assim não tem estofo intelectual pra discutir com ninguém por ser covarde). Corajosas são vocês, que tão aí se colocando e fazendo acontecer.

  • Jean Carlos Oliveira Santos

    “Cinema não é espaço pra uma discussão filosófica, é uma arte onde o único objetivo é maravilhar o espectador e não fazer refletir”

    Rapaz, você é burro assim mesmo ou fez curso no SENAI?

  • Indiferente

    Eu teria prazer em sair dessa anônima, mas se realmente precisar falar comigo, eu ainda tenho twitter, rede sociais são um dos maiores nichos de emburrecimento coletivo.
    @arthurnyappy

    Quem sou eu? Eu sou o deus do meu universo. Um deus tão grande e forte que não se importa com a aprovação de random na internet.

  • Fernanda Cobo

    Interesse nenhum em falar com alguém focado em ser o deus do próprio universo porque nenhum troca pode rolar com alguém centrado no seu próprio umbigo e eu gosto de troca. Mas fique em paz, no dia que quiser sair desse universo e ver perspectivas diferentes, tentar colocar suas ideias de forma dialógica pra que a gente consiga entender seu ponto de vista (sem lugares comuns, jargões ofensivos e tal) e rolar uma troca a partir dessas diferenças, a galera que anda por aqui é bem bacana porque o lance não é pensar diferente, mas sim se achar o parâmetro de referência do mundo e usar isso pra desrespeitar os outros.

  • Olá Mathildas, gostei muito desse episódio por trazer a reflexão sobre filmes e séries que assistimos mas que não passamos uma leitura crítica neles. Digo isso pois vocês citam um série dos anos 90 que vi muito pouco que também tem lá suas escorregadas como a sexualização de uma das personagens e tal. Pensando nisso, e lembrando de outras séries e filmes da época (entre outras produções artísticas também), acabo vendo que isso acaba sendo um reflexo da época. Hoje, com uma resposta maior do público e interação cada vez mais ativa, a crítica se faz mais presente e fica mais forte. Claro que ainda há muito pela frente para se combater. Inclusive acredito que essa leva de denúncias de assédios vão continuar por um bom tempo.

    Grande abraço
    Obs: Você conhecem a série “Blindspot”? É uma das minhas preferidas e tem um grupo de personagens femininas fortes muito interessante (eu acho) . Aproveito pra sugerir um artigo sobre a série que traz um olhar bem interessante sobre a mesma. Enfim, não vou me estender muito senão falo demais de novo.
    https://noticiasdavialactea.wordpress.com/2017/01/21/quem-e-jane-doe/

  • Laisa Silva

    Me indicaram esse podcast e agora vou simplesmente começar a maratonar todos os anteriores. Meninas vocês falaram tudo que penso sobre todos os assuntos abordados, caramba. Até o caso com Mulher Maravilha, justificaram exatamente o que penso. Uau, genial.
    Parabéns

  • Iole Melo

    Que linda, Laisa!
    Muito obrigada pelo seu comentário.

    Quando terminar sua maratona volta e conta o que achou dos outros episódios também! haha

    Beijos beijos,
    As Mathildas