Podcast Cinem(ação) #249: Jornalismo e o limite das entrevistas

Podcast Cinem(ação) #249: Jornalismo e o limite das entrevistas

Você já deve ter visto uma certa entrevista de um certo humorista a um certo jornal que causou uma bela polêmica nos últimos dias certo? Fique tranquilo, que ninguém aqui veio apontar dedos ou detonar quem quer que seja. Mas decidimos fazer um podcast para discutir um pouco a divulgação de filmes, a necessidade de se fazer bom jornalismo mesmo diante do interesse de quem produz uma obra. E claro, o mais importante: o jornalista pode fazer perguntas espinhosas e incômodas, ou deve permanecer falando de amenidades?

Rafael Arinelli e Daniel Cury debatem esse assunto com Rafael Gonzaga, do Omelete. Juntos, eles pensam se jornalismo é “publicar algo que alguém não quer que seja publicado”, e se é “oposição”. Ou será que é melhor ver entrevistas que só são publicidade e “secos e molhados”? O debate vai longe: O que faz uma entrevista ser boa? Entrevista sobre filme não pode ser “polêmica”? Diretores, atores e artistas não podem ser questionados? Qual a dificuldade de um jornalista em fazer um questionamento mais espinhoso? De que forma uma pergunta pode ser feita sem “incomodar” o entrevistado? Será que dá pra fazer algo sutil e menos ofensivo? Além disso, também falamos sobre o papel da Assessoria de Imprensa e do Marketing, discutimos o que é uma entrevista inteligente e fazemos observações sobre os novos paradigmas do mundo de hoje, em que todos são influenciadores, todos têm poder de dizer algo, mas ainda assim o jornalista tem papel importante. O assunto é sério e vale a pena: escute e participe desse debate com calma, tranquilidade e empatia!

Download | iTunes | Android | Feed | Soundcloud

> 03m54: Repercussão

> 13m59: Pauta Principal

> 1h16m11: Plano Detalhe

> 1h24m07: Encerramento & Erros de Gravação

Fale Conosco:

Contribua com o Cinem(ação)

A partir de 10,00 você contribui para que o Cinem(ação) se mantenha ativo. Com textos diariamente, trailers dos lançamentos, artigos picantes e podcasts inspiradores, queremos manter a máquina girando e é você o motor para nossa continuidade. Com o apoio mínimo você estará ajudando não só nosso canal, mas o audiovisual brasileiro, pois atingimos milhares de pessoas que pensam e sonham com o cinema. Apoie nosso projeto agora e contribua para um produto melhor.

Apoia.se do Cinem(ação)

Patreon do Cinem(ação)

Planos Detalhes:

Edição: !SSOaí Design Estratégico

Gostou? Dê um like e passe adiante!

Leia também:

Apoie o Cinem(ação): contribua com a cultura cinematografica!

  • Críticas cinematográficas
  • Mais de 6 horas de conteúdo inédito por semana
  • Podcasts semanais
  • Grupo no Facebook exclusivo para apoiadores
  • Acompanhamento das nossas conquistas com seu apoio

Abra a porta do armário! Deixe seu comentário:

  • Bru Leão

    Eu ia pontuar que existe uma discrepância enorme entre a questão de uma pessoa ser um diretor de cinema e ter cometido um crime, e seu posicionamento político. Porém, eu acho que algo foi dito que me incomodou um pouco, as pessoas falam que a gente só pode recriminar alguém caso seja condenado, mas quando se trata de assédio, machismo e misoginia dentro do universo hollywoodiano, não seria uma utopia ter apenas a condenação por base? Até hoje Woody Allen está aí na ativa no cinema. Outro exemplo é o Casey Affleck, que apesar de tudo ainda ganhou um Oscar por Manchester a Beira Mar. A gente sabe que estamos lidando com pessoas de alto poder aquisitivo, psicológico e que estão a favor da corrente quando se trata do patriarcado. Mas enfim. Fora isso, achei o cast bem bom e muito ilustrativo de como funciona questão jornalismo/assessoria/divulgação.

  • Daniel Lemos Cury

    Bru, acho que não precisa ter a condenação por base para “julgar” esses caras e toda essa questão que já foi discutida várias vezes. Mas do ponto de vista jornalístico, é perigoso presumir coisas… mais ou menos quando vc assiste a TV e eles falam de alguém “acusado de cometer o crime X”, porque não podem dizer “que cometeu”, entende? É mais um cuidado com as palavras.

    Mas entendo que em vários momentos nós falamos de coisas abrangentes: é diferente um cineasta que cometeu (ou é acusado de cometer) um crime e um humorista que “apenas” fez piadas questionáveis.

    Por isso o debate foi para tantos lados.

    mas perfeito o comentário! 🙂

  • Gostei muito do cast mesmo ficando um pouco surpreso sobre o tema, algo diferente em casts sobre cinema. Parabéns pela escolha. Quanto a questões comentadas no cast, concordo com o Rafael que é preciso sempre ter coerência no tratamento de certos assuntos com o entrevistado. Percebo que no jornalismo, e em outras produções de conteúdo também, há uma ganância de querer estar sempre chamando atenção com polêmicas e sensacionalismos. Não é a toa que videos com uma entrevista que saiu do controle, entrevistado violento, ou coisas do tipo acabam sempre chamando atenção. Tem um público para isso, infelizmente. É preciso tratar o entrevistado com sensibilidade e de forma humana acima de tudo e não fazer como “A Montanha dos Sete Abutres”, por exemplo.

    Outra questão é que cada personalidade famosa tem um histórico. É o caso de se estudar o personagem e desvendar como fazer o melhor conteúdo jornalistico que seja ao mesmo tempo objetivo e incisivo. Vocês comentaram sobre o caso do Robert Downey Jr. e eu lembro de ter lido em algum lugar ele comentando sobre os problemas da vida e como isso se relacionou com a construção do Homem de Ferro dele. Ou seja, alguém conseguiu com que ele falasse sobre essas questões, o que no caso que vocês comentaram não aconteceu pelo visto. Em outras palavras, acredito que seja necessária tem aquele cuidado com o como chegar até ali antes de simplesmente ir com tudo e ponto final.

    Enfim, é isso. Me estendi de novo ehehe.
    Até a próxima, abraço.

  • Oi Daniel e Bru, estava aqui lendo o comentário de vocês e gostaria de dizer duas coisas. Primeiro, sugerir um cast sobre essas questões envolvendo os assédios e como Hollywood trata essas questões. Segundo, indicar um texto que saiu no Médium bem interessante relacionado a isso:
    https://medium.com/@yatahaze/olhe-para-as-carreiras-de-johnny-depp-e-winona-ryder-e-diga-me-que-os-padr%C3%B5es-duplos-n%C3%A3o-5e6c39f2dec5