Podcast Cinem(ação) #248: Blade Runner 2049

Podcast Cinem(ação) #248: Blade Runner 2049

Finalmente foi lançada a esperada sequência do cult/clássico de 1982 dirigido por Ridley Scott: Blade Runner 2049 traz de volta Harrison Ford, agora ao lado de Ryan Gosling, em um filme com a Ana de Armas, Robin Wright e Jared Leto. E o filme vem dirigido por Deus… quer dizer, Denis Villeneuve, que parece não conhecer o verbo “errar” em seu dicionário. Mas e aí? Será que Blade Runner 2049 é bom mesmo? Será que o filme faz jus ao que Scott dirigiu? E será que ele vai fracassar nas bilheterias assim como seu antecessor?

Rafael Arinelli e Daniel Cury conversam com Stephania Amaral, do Feito por Elas, e Felipe Mendes, do Cinemascope, e discutem vários assuntos a respeito de Blade Runner 2049. Foi melhor ou pior que o Blade Runner original? E o que dizer da câmera de Denis Villeneuve e da fotografia de Roger Deakins? É um filme de atmosfera… mas isso influencia nas eventuais falhas no roteiro? E o que dizer das reviravoltas e das revelações? (sim, o podcast tem spoilers). Além de falar sobre tudo isso, nós jamais deixaríamos de discutir as questões existenciais e os temas apresentados pelo filme. Será que os replicantes são humanos? O que faz de alguém um humano? Qual o sentido de se sentir com solidão? E qual o significado das personagens Luv e Joi? Falamos sobre as referências que o filme nos traz, refletimos sobre as cenas finais do filme, e ainda questionamos a famosa pergunta que o mundo faz desde 1982: Deckard é realmente um replicante? Confira isso e ainda indicações do Plano Detalhe clicando no Play! Interlinked. Clica, vai! Cells. Cells. Interlinked.

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> 09m09: Repercussão

> 21m28: Pauta Principal

> 1h38m10: Plano Detalhe

> 1h49m21: Encerramento & Erros de Gravação

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  • Marcelo Castro Moraes

    Blade Runner 2049 é um filme sobre nós, sobre a preservação do que nos faz realmente humanos e na busca pelos sonhos que podem ser realizados. Leia mais no meu blog de cinema: https://cinemacemanosluz.blogspot.com.br/2017/10/cine-dica-em-cartaz-blade-runner-2049.html

  • Willian Bongiolo

    Opa, pessoal estou aqui comentando mais uma vez hehe. Ótimo podcast com pensamentos bem ponderados e diferentes sobre o incrível longa do Villeneuve. Porém, venho aqui dar minhas visões sobre alguns fatos.

    – Jared Leto: Não acho que o personagem do Wallace seja mal explorado, inclusive acho que Villeneuve faz isso com maestria ao reduzir seu tempo em tela e resolver contar sua persona por meio da direção. Ao retratar o lugar onde ele fica milimetricamente quadrado quase como feito por mãos cuidadosas, fazer com que ele recite partes da bíblia e utilizando uma plataforma para, literalmente, andar sobre as água nos fala muito sobre suas ambições e também sobre sua personificação de divindade também retratada em sua cegueira ou melhor (não enxerga nada a sua frente por enxergar todas as coisas como ser onisciente e onipresente).

    – Flashback: Concordo quanto a mastigação desnecessária quando a personagem revela para K que ele não é o escolhido, algo que também aconteceu em A Chegada. Porém não acho que isso tire pontos do longa, pois os dois filmes citados são blockbusters e com certeza várias pessoas ficariam boiando.

    – Subplot Joy: Novamente discordo de outro ponto do qual falaram que Her gera uma reflexão maior do que Blade Runner 2049. Pois aqui são dois filmes tentando gerar reflexão de coisas diferentes. O subplot de um filme não pode ser comparado com todo o plot principal de outro. Em questões sobre amor e inteligência artificial Her ficará anos-luz a frente pois trabalha isso por mais tempo. Já Blade Ruuner consegue trabalhar bem o tema num subplot além de utilizá-lo para nos falar mais sobre o K, já que ele se acha tão falso por ser um replicante com memórias implantadas que nem se acha digno de um “amor verdadeiro”. Isso sabemos sem ele falar uma palavra (Perfeito).

    – Final: Não acho que o final de Blade Runner poderia ter acabado de outra maneira a não ser aquele com a mãozinha no vidro. Toda a construção filosófica sobre o que nos faz humanos parte para aquele que é um dos melhores finais que já vi na minha vida (talvez só atrás do final de A Felicidade Não se Compra), pois no momento em que vemos o Replicante K devastado por não ser o “especial” por não ter alma sentindo aquele neve caindo em seu rosto para logo depois vermos a “escolhida” a que nasceu sentindo a mesma neve, porém neve criada nos faz pensar do que realmente somos feitos. Seria K menos humano do que ela? Ela que viveu quase a vida toda artificialmente é mais humana pq nasceu do ventre e por isso tem alma? E o K que viveu a vida toda fora sentindo aquele mundo é menos digno? Mas afinal, não é ele que está sentindo a neve verdadeira? Mas o que é real afinal? Para ela aquela neve era tão real quanto a dele… Enfim, fazendo isso com memória o tempo todo e cada vez que recordamos algo nos lembramos de forma diferente dependendo do nosso humor atual… E somos humanos por isso.

    – Final 2049 x Clássico – Discordo muito quando falam que pelo didatismo em certos pontos do novo Blade Runner deixe ele vazio enquanto o final do clássico é filosófico e profundo. O clássico não só desenvolve um romance entre Deckard e Rachel de forma totalmente abusiva com uma música romântica de fundo, como em seu final o replicante Roy tem um prego em sua mão e uma pomba branca na outra (quer algo mais didático que isso?).

    Enfim galera, desculpe pelo comentário longo que não adiantará em muita coisa afinal ele se perderá como lágrimas na chuva.

  • Daniel Lemos Cury

    Sensacional, Will! Concordo com tudo o que vc disse! Nao tinha pensado na questão da neve na “escolhida” ser uma neve falsa, em contrapartida à neve verdadeira no K.
    preciso ver esse filme de novo!!! rs

  • Rafael Arinelli

    @willianbongiolo:disqus adorei seu comentário!
    Realmente você trouxe coisas interessantes para olharmos o filme.

    Eu ainda acho o personagem do Jared Leto interessante, mas sinto falta de profundidade nele, mesmo com esses signos que mencionou. Se o filme se preocupa em mastigar alguns flashbacks, acho que seria interessante ter mastigado um pouco mais o personagem dele, que é sim interessante.

    Apesar do ótimo argumento que trouxe sobre o Subplot da Joy, eu continuo achando o discurso muito batido. Acho que toda a questão feminista que a personagem representa é muito legal, mas acho quando penso no tema que o filme quer levantar, ainda acho que tem outros filmes que trabalham essa imersão de forma mais competente.

    E sobre o filme de 82 e este, acho que temos que tomar cuidado com uma coisa… O filme clássico vivia e bebia de uma outra época, como o @daniellemoscury:disqus fala: “ele é filho de seu tempo”. Então entendo quando diz que a relação do Deckard e Rache foi abusiva, mas naquela época, ele fazia sentido. Anos 80 e 90 foram anos que reforçaram muito conceitos que hoje são combatidos.

    Enfim, foi ótimo o seu comentário, e vamos ver se conseguirem lê-lo no próximo cast, pois ele tem alguns spoilers….rs

    Abraço!

  • RS Consultoria

    Achei esse podcast bem ruim. Primeira vez que estou ouvindo e acho que vocês deixam a desejar.
    Integrantes sem muito carisma com opiniões genéricas. As vezes os debates principais foram deixado de lado por ideias vazias que entraram colidindo sem pedir licença. Talvez a falta de material complementar do universo na bagagem dos integrantes (como a leitura do livro base ou do documentário sobre o primeiro filme) tenha comprometido a discussão.
    Isso sem falar em um dos integrantes querendo ser o diferentão e falando o nome das coisas totalmente incorretamente. “RAidley Scott, Rick DecÁrd”???

    Vocês inflam seus egos criticando os filmes como se tivessem grande propriedade no assunto, quando na verdade o conteúdo de vocês é que tem muito mais a ser criticado do que o vosso objeto de discussão.

  • Rafael Arinelli

    Olá @rsconsultoria:disqus que pena que não gostou da discussão e nem do podcast.
    Suas críticas serão ouvidas, anotadas, estudadas e se úteis, utilizadas. Obrigado por isso.

    Sobre o Podcast, acho que fica uma lição aqui. Nosso conteúdo é feito semanalmente, com pessoas que doam seus tempos para um trabalho voluntário. Tudo que falamos, são visões pessoais, com base no estudo de cada um. Deixamos convidados e outros membros livres para falar o que quiser, como quiser, e quando quiser.

    O que você considera “debate principal” não pode ser levado em conta, pois é apenas o seu ponto de vista. Para nós, fizemos os debates principais com toda a eficiência possível.

    Sobre consumir material complementar como livros e documentários, pessoalmente, eu acho uma bobagem. Detesto filmes que para você comentar “precisa” fazer a “lição de casa” e consumir mais 20 conteúdos. Então mais uma vez ressalto que essa é sua visão.

    O ponto da pronúncia, também acho desnecessário. Pessoas falam como sabem, como podem e como querem. Não acho que aqui tenha nada de querer ser “diferentão”. As vezes a pessoa tem um sotaque, as vezes não é familiarizada com o inglês. Como disse anteriormente, nosso conteúdo é feito de forma livre, e não impedimos ninguém de falar.

    Não inflamos nossos egos criticando filmes, mas talvez tenhamos ferido o seu por ter criticado um filme que não gostou, ou por simplesmente não ter gostado do nosso material. De qualquer forma, sinta-se a vontade para voltar, ir embora ou continuar. Como disse no começo, tudo que falou foi devidamente anotado e será estudado.

    Ah! Só mais uma coisa… Tente comentar com seu nome. Do mesmo jeito que nos expomos para falar de filmes, seria legal saber com quem estamos falando quando somos criticados.

  • Brandon Maia

    Como já elogiei bastante outros casts (critiquei e critico a parte de texto dos sites que acho bem bagunçada apesar de um amigo pessoal meu fazer parte da bancada) e acompanho vocês tem um tempinho, me sinto a vontade para criticar. Tirando a arrogância, eu concordo com o carinha de disse que realmente esse não foi dos melhores casts… realmente não foi!

    Parece muito que vocês entraram sem preparo e sem informações sobre o que é Blade Runner e tipo foram engolidos pelo filme. As análises foram muito superficiais e não fizeram jus ao excelente trabalho de vocês. Espero que vocês não fiquem chateados e quando tiverem um filme que exige uma bagagem cultural maior, se preparem mais… eu sei que vocês tem condições de fazer melhor

  • Rafael Arinelli

    Fala @brandon_maia:disqus ! Tudo bem?

    Cara, queria que você me explicasse mais sobre o que te incomoda na parte dos textos. Seria pedir muito se pudesse me mandar um e-mail com seu ponto de vista? Meu e-mail é rafael@cinemacao.com

    Sobre o podcast, eu vou re-ouvir, para tentar ver o que você pode ter sentido.

    Sinceramente, para mim não existe “filme que exige uma bagagem cultural maior” – cada um deve absorver o filme com sua própria bagagem. Não creio que para gostar ou não de um filme, seja necessário consumir isso ou aquilo. O filme deve por si só, fazer o papel de entreter, refletir e cativar.

    De qualquer maneira, me comprometo em ouvir novamente esse cast para ver onde erramos, e tentar melhorar para os próximos.

    Valeu pelo comentário!

  • Gradash

    Errou feio, errou feio, errou rude!

    Não sei que falou mas, falaram que ficou simplório o fato de cientista lá saber sobre o nascimento, mas vocês não sacaram a crítica que o filme faz a tecnologia, ele sabia pois o K falou tudo para a Joe (holograma) e aquela porra É UM PROGRAMA ESPIÃO! Coleta de dados, isto é explicado em uma cena minúscula ele quebra o console dela e a mulher do cientista perde o sinal, pois ela estava monitorando tudo o tempo todo.

  • Daniel Lemos Cury

    CARA, que demais!
    Nada como mais visões pra contribuir com o filme. O qe vc diz faz todo sentido, pena q nao conseguimos pegar logo na primeira vez que vimos o filme… abraço!

  • Gradash

    Inclusive como ela sabia que tinha que monitorar ELE diretamente? Foi ele que descobriu o restos da Rachael, e ainda logo em seguida ele recebe a versão móvel da holograma, o que deixa ainda mais fácil de ele ser monitorado e foi por isto que acharam tão fácil o Decker.

  • Lou Bloom

    Sobre Blade Runner, vou começar dizendo que eu não gosto do original (pelo menos o Corte Final, que é a única versão que assisti). É um filme que, apesar de fazer um ótimo trabalho construindo aquele universo e ter uma trilha sonora quase impecável, tem sérios problemas de narrativa. A relação entre o Deckard e a Rachael é incrivelmente mal desenvolvida e a cena de “””amor””” deles é um estupro romantizado (com uma porra de um saxofone de background), a trama investigativa é arrastada demais para algo tão simples e a confirmação de que o Deckard é um replicante no final destrói os paralelos construídos entre humano e replicante (na minha opinião, um dos piores plot twists da história).

    Sobre Blade Runner 2049, eu acho este um filme muito superior ao original em todos os aspectos narrativos. O K é um protagonista melhor desenvolvido; a relação entre ele e a Joy é muito mais crível e bem construída e ele trabalha melhor os temas do primeiro filme.
    De negativo: a trilha sonora, apesar de não ser ruim, não chega perto da original e parece o Hans Zimmer fazendo a mesma coisa de sempre, o Jared Leto está terrível e estraga um personagem que poderia ser ótimo e o roteiro escolhe alguns caminhos fáceis para solucionar alguns problemas (apesar de que o original ser pior nesse aspecto) e há algumas cenas expositivas que são desnecessárias.

    O Villeneuve é muito mais diretor que o Ridley Scott sempre foi, ele tem um controle da mis-en-scene que poucos diretores hollywoodianos possuem e o seu estilo combina bastante com o Roger Deakins, ele é praticamente o Inarritu-reverso (não deixa seu estilo sobressair a narrativa).

    Alguns detalhes que eu acho válido serem citados são o fato do K e a Joy se aproximarem o máximo que podem, mas não chegam a se encostar para não “desmanchar” aquele cenário; a falta de expressão do Ryan Gosling durante as cenas de luta são perfeitas para ilustrar a falta de sintonia que ele tem com sua programação, e, ainda sobre a falta de expressão do protagonista, ela faz com que as poucas cenas onde ele explode tenham um peso muito maior.

    Ótimo podcast, abraços!

  • Daniel Lemos Cury

    Cara, ADOREI suas colocações! chamar do Deakins de Iñarritu reverso é sensacional! rsrs
    E gostei q vc nao teve medo de fazer seus comentarios polêmicos! Valeu!