Podcast Cinem(ação) #247: Mulher na direção: que diferença faz?

Podcast Cinem(ação) #247: Mulher na direção: que diferença faz?

Pense nos últimos 10 filmes que você viu no cinema. Quantos deles tinham uma mulher na direção? Poucas? Pois é… infelizmente o baixo número de mulher na direção dos filmes é uma realidade tanto em Hollywood quanto no cinema brasileiro e em todo o mundo. E qual a diferença que tem em ter uma mulher na direção? Afinal, se elas representam 50% da população mundial, por que não correspondem a 50% das pessoas no mercado de trabalho? E de que forma o cinema reflete essa realidade que cria um problema de falta de representatividade?

Para falar sobre a mulher na direção dos filmes, Rafael Arinelli e Daniel Cury conversam com Luísa Pécora (Mulher no Cinema) e Grecia Baffa (As Mathildas) sobre esse assunto. A conversa envereda exatamente pelo que você está pensando: machismo, representatividade e representação, discursos, situações. Falamos sobre Kathryn Bigelow, Patty Jenkins e sua Mulher-Maravilha, as trapalhadas do James Cameron, a importância de ter mulher fazendo até mesmo filmes que representam discursos mais machistas, Ava Duvernay e os filmes mais pessoais, a presença da mulher na direção de filmes “menores”, o paralelo com diretores “indies” que chegam rapidamente a Hollywood, e muitos outros assuntos. No Plano-Detalhe, ainda tem “Como Nossos Pais”, “artigo sobre diretoras de fotografia”, Merlí, palestra da Chimamanda Ngozie Adichie, filme da Julie Dash, documentário ucraniano, e muito mais! Então pegue seu chá, café ou leite quente, abra sua cabeça para novas ideias, e desfrute do podcast! E liberte-se!

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> 06m37: Repercussão

> 16m28: Pauta Principal

> 1h33m02: Plano Detalhe

> 1h46m00: Encerramento & Erros de Gravação

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  • Fernando Machado

    Ótimo bate papo. É uma discussão que sempre precisamos ter para que esse momento de crescimento que vivemos não seja passageiro.
    Mas gostaria de propor uma reflexão. O que nós estamos para mudar esse cenário?
    O que nós como autores do Cinem(ação) podemos fazer valorizar filmes dirigidos por mulheres? Quantos de nossos textos são de filmes dirigidos por mulheres?
    Eu faço aqui minha mea culpa, e me proponho a rever isso.
    E endosso que o site Mulheres no Cinema é uma das melhores coisas dessa internet.

  • Olá pessoal, tudo bem? Acabo de ouvir o episódio e por ter gostado muito faço questão de vir aqui deixar o meu comentário. Fico feliz de ter uma integrante das Mathildas neste cast pois aos poucos estou ouvindo alguns episódios que já baixei delas. Quanto ao tema, confesso que conheço poucas diretoras além das já citadas. Estou mais acostumado a ver personagens femininas fortes, protagonistas ou não, em séries (dos anos 2000 pra cá) do que diretoras. Na verdade, os nomes que mais conhecidos são os citados como Patty Jenkins, Ava Duverney, Kathryn Bigelow e a Laiz Bodanzky. Sobre a Laiz, enquanto vocês falavam dela, eu lembrei do “Bicho de Sete Cabeças” que também é um ótimo filme e que muitas vezes é mais lembrado por ser um dos grandes trabalhos do Rodrigo Santoro do que pela ótima direção da Laiz. “Que horas ela volta”, da Anna Muylaert, é um ótimo filme que eu fico muito feliz de ter tido a oportunidade assistir também.

    Falando em felicidade, adoro o fato de que “Mulher-Maravilha” tenha dado tão certo. Torço de coração para que o mesmo ocorra com “Capitã Marvel” e outras produções que vão acontecer algum dia, mesmo que isso infelizmente ainda demore um pouco.

    Sobre ter mais mulheres na direção, acredito que isso aumente gradativamente. É como, inclusive, já foi comentado em outro podcast sobre personagens femininas na ficção. A indústria vai dando espaço pra isso seja pela crítica cada vez mais forte do público, que fica potencializada pelas redes sociais, e por uma questão comercial. Se os executivos vão percebendo o potencial comercial de contratar mulheres na direção, roteiro e outras funções eles vão contratar mesmo tendo uma certa resistência. Vale lembrar que “Mulher-Maravilha” é dirigido por uma Mulher mas tem roteiro de um homem.

    Enfim, estou me estendendo muito nesse comentário,eu sei hehehe. Só gostaria de finalizar com mais duas observações. A primeira é que acho que como produtores de conteúdo podemos contribuir com mais conteúdo voltado para esse temática, seja o mesmo produzido apenas por mulheres ou misto como foi esse cast. Quanto mais diversidade, mais riqueza de conteúdo e todo mundo ganha.

    A outra observação é mais um dica. Sou fã de Doctor Who, série que em breve terá como protagonista uma mulher, e gostaria de chamar atenção para a Rachel Talalay que já dirigiu muitos grandes e importantes episódios da série. Ela também já dirigiu Flash, Supergirl e Legends of Tomorrow que são séries que ao meu ver valorizam bem as personagens femininas.

    Bom, é isso pessoal. Parabéns pelo excelente episódio. Adorei. Quero mais hehehe
    Grande abraço para todos.

  • Erica Nascimento

    Gostei muito desse episódio, gente. É algo que precisa ser discutido sim. Como vocês colocaram, são muitos os fatores que influenciam a pouca visibilidade de filmes dirigidos por mulheres, mas é fato que espaços precisam ser abertos e ampliados para que as mulheres tenham oportunidade de produzir seus filmes e que eles possam chegar até nós. Infelizmente, como esses filmes não chegam até a gente de forma mais espontânea (espaço para estréia nos nossos cinemas), precisamos ir atrás mais ativamente para conhecermos o que foi e está sendo feito.
    Frustrante e constrangedor foi olhar entre os filmes que assisti ou reassisti esse ano até agora e perceber que apenas uns 12 deles foram dirigidos por mulheres. Preciso urgentemente rever isso. Não dá para normalizar uma discrepância tão grande como essa. Precisamos provocar reflexões sobre essas situações e reflexão só acontece discutindo. Não dá para modificar o que acontece em Hollywood sem modificar primeiro o nosso olhar, afinal, o funcionamento dessa indústria é, em grande parte, reflexo da nossa própria visão de sociedade.