Crítica: O Sequestro (Kidnap, 2017)

Crítica: O Sequestro (Kidnap, 2017)

O Sequestro erra em coisas básica do gênero.

Ficha técnica: 
Direção: Luis Prieto
Roteiro: Knate Lee
Elenco: Halle Berry, Sage Correa, Chris McGinn
Nacionalidade e lançamento: EUA, 2017 (21 de setembro de 2017 no Brasil)
Sinopse: após ter o filho sequestrado, Karla (Halle Berry) começa uma intensa perseguição de carro.

O Sequestro nada mais é que um suspense clichê e que não consegue sequer executar bem o pouco que se propõe. Por quase 1h30 vemos uma corrida de carro, onde uma mãe desesperada tenta resgatar o filhote indefesos nas mãos de vilões malvadões.

Sabe quando sem querer você para naqueles programas policiais e acaba se detendo por cinco minutos? Ou então quando o resultado do DNA no Programa do Ratinho vai sair e meio que envergonhado você não muda de canal? Pois foi assim que me senti vendo O Sequestro.

As questões: quem são essas pessoas? Por que elas querem o menino? E será que teremos um final feliz ou uma tragédia? vão permear todo o filme. Responder essas perguntas pode ser suficiente para o entretenimento de alguns. Encaro, contudo, como o longa te sequestrando e te tornando refém e não como um bom produto cinematográfico.

Como ideia genial para mostrar que mãe ama o filho vemos um longo prólogo com fotos deles, coisa que se repete no epílogo. No começo da história há outra reafirmação. E depois mais uma. Para piorar, por diversas vezes o diretor Luis Prieto acha bacana ter Halle Berry falando sozinha no carro coisas como: “eu te amo, não vou te deixar”. A grande pergunta é: precisava?

Isso não funciona por alguns motivos: a ideia já havia sido reforçada, e sério que precisa evidenciar tanto que a mãe faria de tudo pelo filho? A ausência de alguém para dialogar com a atriz beira a comédia, efeito que não era o desejado. E frases feitas só extraem um sentimentalismo barato….

Se o drama é pífio, redundante e bobo até, a ação poderia salvar…. mas parece que Prieto fez curso na escola Michael Bay e não consegue ficar com a câmera quieta. Intensidade não significa ter cortes a cada dois segundos. Em vários momentos há confusão na tela ou uso de planos com opções bem duvidosas, vide um cretino plano holandês.

Halle Berry que apareceu pouco em Kingsman: O Círculo Dourado, aqui tem a câmera quase 100% nela. Fora os ridículos monólogos, a atuação não é um desastre, mas também nada que me faça crer naquele sentimento e urgência.

O Sequestro parece aqueles filmes que você vê quando está com insônia e no dia seguinte sequer lembra do título.

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