Podcast Cinem(ação) #246: Mãe!

Podcast Cinem(ação) #246: Mãe!

Mãe! chegou para abalar corações, encantar críticos e causar discórdia entre pessoas de gostos diferentes. Incômodo como quase tudo que o cineasta Darren Aronofsky toca, o filme traz uma temática e uma sinopse incrivelmente abertos conforme as alegorias e metáforas que o filme apresenta. Afinal, ela é “mãe” de quem? E quem é o pai? E por que tanta gente não entende o filme? Será que ele é aberto demais ou apenas deixa claro os objetivos do diretor?

Para discutir tudo isso sobre “Mãe!”, Rafael Arinelli e Daniel Cury conversam com Barbara Demerov (Cinematecando) e Fernando Machado (Artecines, Cinem(ação) e Plano-Sequência) sobre este filme “causador” que foi o longa estrelado por Jennifer Lawrence e Javier Bardem. A discussão vai longe: os significados amplos do filme, desde as questões bíblicas até as cenas mais irrisórias com pequenas dicas do que pode ser, as interpretações artísticas e o “mea culpa” de Aronofsky, além das questões técnicas referentes à trilha sonora, fotografia, design de produção… mas será que Mãe! é um filme tão genial assim? Quais discussões ele suscita e de que maneira ele deixa claro o que quer? Será que ele merece cinco estrelas? E como podemos pensar sobre ele considerando o tempo em que vivemos? Se você deu uma de “capitão américa” e não conseguiu entender as referências, então dê o play e faça seu tour pela casa… só não pode sentar na pia!

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> 06m50: Repercussão

> 16m56: Pauta Principal

> 1h38m30: Plano Detalhe

> 1h49m01: Encerramento & Erros de Gravação

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  • Bru Leão

    Olá, pessoas maravilhosas do cinemação

    Eu fui ver esse filme com as expectativas baixas. Eu estou num processo de não ver trailer, nem ver sinopses e simplesmente ir lá no cinema e absorver o que a experiência quiser me dar. Entretanto, eu vi os posters promocionais do filme, e pelo jeito que o marketing divulgou o filme era óbvio que ia dar errado. Do mesmo jeito que muita gente foi pra o cinema querendo ver um terror pesado e ver It, não esperavam uma “aventura sobre amizade” sem tanto foco no terror, muita gente foi pra o cinema ver Mother! esperando um terror comum. Um dos posters inclusive emula o bebê de Rosemary, o que pra mim, apesar de ter a lógica por trás da mãe se sentir um pouco louca com tudo aquilo acontecendo na sua casa, mais ou menos como Rosemary se sentia em relação aos seus vizinhos e como eles estavam sempre pela sua casa e grudados ao seu vizinho, Mother! não é isso. Mother! é uma experiência a parte onde até os sons que acontecem dentro da sala do cinema podem influenciar a tensão do filme. A falta de trilha sonora ajuda nisso, e até o colega abrindo o refrigerante na fileira atrás de você faz você achar que está acontecendo dentro do filme de tão imersivo que ele é. Eu saí da minha sessão com várias pessoas reclamando loucamente do filme, confusos e sentindo-se roubados de seu dinheiro. Eu tive que assistir de novo pra ter uma opinião sensata e até agora não consegui parar de pensar nessa obra prima do cinema, tão raro de se encontrar em hollywood atualmente. Parabéns pelo cast, foi sensacional. Dava pra passar vários episódios decifrando as conotações e alegorias que ele tras, mas por ora, foi perfeito.

    Abraços,
    Bru.

  • Rafael Arinelli

    Oi Bru! Tudo bem?
    Muito legal seu relato, vamos lê-lo no podcast 247!

  • Lou Bloom

    Ótimo podcast!! Eu gostaria de adicionar que, na minha opinião, esse filme é uma das melhores comédia que eu vi esse ano! Acho que até o momento em que a Jennifer Lawrence é espancada (que é muito difícil de se assistir), quase todas as outras cenas são deliberadamente ultra-exageradas, inclusive a do crowd-surfing hahaha.

    É um senso de humor incomum, mas eu acredito que quanto mais absurdo ele fica, mais engraçada e enervante a situação se torna. O fato da principal inspiração do filme ser O Anjo Exterminador do Buñuel e o título usar uma “!” no final podem ser dicas de que o filme é uma comédia.

    Provavelmente esse não é um adjetivo muito utilizado para esse filme, mas foi a maior diversão que tive no cinema esse ano.

    OBS1: a fotografia, como citada, faz uma ótima função de imergir a plateia na perspectiva da protagonista, e eu acho válido adicionar que a maioria dos close-ups no rosto dela são um pouco mais próximos do que normalmente se vê, causando desconforto e ansiedade.

    OBS2: em outros filmes, eu reclamaria da falta de sutileza ao transmitir as mensagens principais, mas como o Aronofsky sempre foi sutil como um martelo e o filme é tão absurdo, que eu acho que o exagero é parte do que faz o filme funcionar comigo.

    OBS3: a cena da Kristen Wiig é um dos melhores cameos que consigo lembrar recentemente!

    Abraço! Ah, e ótima participação de ambos os convidados!

  • Gerson Arruda

    Achei péssimo. Alguns momentos segurei a risada de tão estúpida que foi a cena. O diretor quis utilizar “metáforas e alegorias” religiosas numa história desinteressante. Tantos atores mal aproveitados! Coitado do Ed Harris, merecia mais. A JLaw não estava bem no papel. O Javier Barden tb bastante caricato, fiquei até surpreso de um ator tão bom está fazendo uma interpretação dessas. Gostei de rever a Michele Pfeiffer, mm com a idade continua linda e talentosa. E por favor parem com esse discurso de “filme que não é pra todo mundo”. É a frase mais preconceituosa que se pode ouvir de um crítico. Este filme é para o público que assistia teletubies, pq o diretor explica TUDO, não deixando nada para quem assiste pensar e tirar as próprias conclusões.
    O filme está indo mal de bilheterias por culpa da própria divulgação que quis dar uma de “sabidão” e vende-lo como filme de suspense. Eu acho muito bom quando isto acontece com quem utiliza esse tipo de estratégia.

  • Alan Michael Scott

    A interpretação do Daniel não precisa ser descartada e o próprio final explicado pode validá-la! Se eu não me engano, o filme já começa com tudo pegando fogo e voltando ao normal, não é? E se o filme termina em looping, a ideia de que aquilo aconteceu inúmeras vezes é válida, sendo assim, eles já perderam um filho antes…

  • Lucas Albuquerque

    Na realidade, sobre o looping é possível interpretar que a personagem da Jenifer Lawrence é a segunda “mãe”, ou segunda tentativa, de deus ou ainda que é a X (sendo x qualquer número…). Podemos extrapolar de que aquela história, ou histórias semelhantes, ocorreram inúmeras, infinitas, vezes.

  • Daniel Lemos Cury

    Olha só… enxergar o filme como comédia é uma coisa muuuuito interessante, e traz novos ares à interpretação do filme. Boa sacada! Eu não consigo achar que o filme foi uma “diversão” nesse sentido, rsrs… mas certamente tem uma possibilidade de humor por lá

  • Daniel Lemos Cury

    Não tinha pensado dessa forma! Apesar de terem usado atrizes diferentes… faz sentido… até porque é uma história cíclica!

  • Daniel Lemos Cury

    Apesar de não concordar com tudo, vejo muito sentido no que vc diz! E se utilizamos a frase “não é pra todo mundo”, é sempre no sentido de comparar o objetivo das pessoas: tem gente que vai ao cinema de forma mais despretensiosa, ocasionalmente e pra se divertir… mas essa frase é sempre dita com um pouco de cuidado pq é claro que ela é falada na falta de alguma melhor. Mas realmente, vou repensar o uso dessa frase.
    Ah, e sobre a estratégia de divulgação, concordo que ela “engana” as pessoas e isso não é legal!

  • Gerson Arruda

    Obg por ter respondido, adoro o podcast de vcs!! Aguardo ansioso qdo vcs fizerem a critica do novo Blade Runner.

  • Lucas Albuquerque

    Gerson, já fizemos a crítica. Ela saiu até antes do lançamento do filme. E pode ler tranquilo que não tem spoiler: http://cinemacao.com/2017/10/04/critica-blade-runner-2049/

  • Barbara Demerov

    Não vi o filme como uma comédia, longe disso, mas sua visão é bem interessante, rs…

    E obrigada, adorei participar desse podcast 🙂