Podcast Cinem(ação) #245: It – A Coisa

Podcast Cinem(ação) #245: It – A Coisa

Se na semana passada nós falamos de um palhaço que nos faz rir, ainda que maluco, agora é a vez de falar de um palhaço que nos faz chorar, tremer as pernas e morrer de medo. EXATAMENTE! É claro que com o sucesso estrondoso da nova adaptação de uma obra de Stephen King, tínhamos que falar de It – A Coisa.

E para analisar It – A Coisa (com spoilers!), Rafael Arinelli e Daniel Cury batem um papo com Cauê Petito e Marina Anderi (do Potterish). Será que o Pennywise é realmente assustador? E além da atuação de Bill Skarsgard, como está o elenco adolescente? Discutimos também o roteiro e os acontecimentos de It – A Coisa com base naquilo que vimos recentemente sobre pais ausentes, adolescência, referências dos anos 1980 e até mesmo questões relacionadas aos filmes de terror contemporâneos. E afinal de contas, o que o terrorismo e as explicações psicológicas sobre adolescência têm a ver com esse filme? E será que a forma como ele apresenta a personagem Bev é bacana? Quais as interpretações sobre o medo que “It” traz? Se a ideia é discutir tudo isso e ainda citar algumas questões técnicas, chega mais e clica no play pra ouvir mais um podcast! Você vai flutuar… quer dizer, vai adorar!

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> 05m23: Repercussão

> 17m16: Pauta Principal

> 1h38m30: Plano Detalhe

> 1h49m01: Encerramento & Erros de Gravação

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  • Ricardo Rocha

    Já assisti 4 vezes no cinema, acho que nostalgia+terror+personagens marcantes+e temas relevantes dão o resultado de um bom filme. Vocês esqueceram de comentar sobre a cena da guerra de pedras que pra mim foi tão inesperado e fora do comum. Acho que depende o quanto cada um sente mais familiaridade com todo aquele universo. Aliás Stephen King é nossa fabrica de pesadelos. O filme não é perfeito, mas é 4 estrelas tranquilo, e adorei o programa, e viva Bingo, viva Pennywise e viva ao cinema que nos surpreende de vez em quando com filmes como este. Abraços!

  • Brandon Maia

    Já tinha desistido do site de vocês, pois acho que vocês tem até potencial, mas achava e acho tudo aqui, principalmente a parte de textos, bem confusa e sem o mínimo de revisão nas publicações. Resolvi dar mais uma chance por que um amigo que a gente tem em comum, o mala do Allison, disse para dar mais uma chance senão o “coraçãozinho” dele iria sangrar… Olha, ele tinha razão, viu! Acompanhei este e o cast do Bingo, dois programas maravilhosos com excelentes discussões e análises!!! Mantenham essa constância em todo o site, caras! vocês são bem legais, o que falta é um pouco mais de conteúdo e organização!!! Vocês vão longe!!!! P.S: Allison, seu mala, quero sua análise do IT!!!

  • allison almeida

    Fiquei felizão agora pelo seu feedback, meu grande!!! Por saber que você ainda acompanha a gente! Pode ter a certeza que o Rafa e o Dani sempre vão trabalhar para oferecer sempre o melhor cast que eles puderem!!! Eles amam demais isso! Brigadão pela sua análise crítica do site, ela é importante demais para nós crescermos e corrigirmos erros! abração e obrigado!!!

  • Rafael Arinelli

    Fala Brandon! Tudo bem? Cara, sensacional o seu comentário!
    A parte de textos nós estamos sempre de olho e tentando melhorar. Nossos autores, incluindo o Alison, são muito talentosos, e como tudo isso é um grande hobbie, com vontade de se profissionalizar, todos tem atividades paralelas, o que dificulta um ritmo mais constante de notícias, conteúdo e tal…
    Mas tenha certeza que estamos fazendo o nosso melhor e que queremos crescer e oferecer o melhor conteúdo sempre.
    Seu comentário só nos motiva mais e mais para ir em frente.
    Muito obrigado e FIQUE CONOSCO! rs

  • Rafael Arinelli

    Ricardo, vamos ler seu comentário no cast 246… dai comentamos com mais profundidade ok? Valeu!

  • Renato Santos

    Fiquei na dúvida, alguém do cast leu o livro? Não entendi algumas reclamações sobre o roteiro tipo esconder o palhaço, não mostrar ele no começo do filme e tal… Mas isso é baseado no livro e foi fielmente adaptado aquele começo. O filme é uma ótima adaptação do livro então não vejo problema em como ele acontece. Ruim eu achei o abuso do CGI nas aparições do parcimonioso naquelas corridas pra cima da criançada​. No mais, existe uma intenção no desgaste da imagem do palhaço, assim como as crianças perdem o medo com o tempo, nós perdemos junto com elas, é proposital isso, fazemos parte do clube também, no livro e no filme acontece isso e é muito bem construído.
    Abraços e só não escrevo mais pq tô no celular Agora.

  • Rafael Arinelli

    Olá Renato, tudo bem? Cara, eu acho que ninguém leu o livro. Os convidados tem mais noção da obra do Stephen King que eu, por exemplo…
    Sobre o começo ser fielmente adaptado do livro, sinceramente, para mim que não conheço o livro, não faz diferença, pois o filme acaba sendo justamente uma porta de entrada para a obra. É uma outra linguagem para outro público. Então eu posso falar pela obra cinematográfica, e para mim, o palhaço aparecer no começo e já entregar isso, foi um erro.
    Sobre o desgaste na imagem do palhaço, eu sinceramente não tive a impressão de medo do palhaço em nenhum momento. Achei que o filme falhou em passar essa imagem medonha do palhaço, e acabou entregando um personagem mais “normal” do que ele realmente é.
    Enfim… são visões diferentes né? Como falei, não leio Stephen King, e minha visão é 100% cinematográfica. As vezes, para fãs, o filme entrega muito mais que eu realmente vi.
    Forte abraço e muito obrigado pelo comentário.

  • Renato Santos

    Realmente pra quem não leu vai contar a análise cinematográfica, só que é IMPOSSÍVEL tipo, fazer outro começo, ou abordar de outro jeito sendo q é uma adaptação de uma obra que já existe, tem um menino metido a crítico Ricardo Rente que reclamou da quantidade de crianças, das cenas intercaladas da aparição do palhaço e interação com crianças sendo que isso é o livro, como fazer uma adaptação e fazer diferente? olha o que deu Death Note…
    Quanto ao palhaço não passar medo, realmente isso vai de pessoa pra pessoa, mas na construção dele, sua primeira aparição é assustadora, eu li o livro, adoro o filme de 90 e mesmo assim esse conseguiu surpreender, então ele começa assustador e com as aparições constantes tanto pras crianças quanto pra nós, ele vai perdendo a imponência, como falei, é proposital.
    Não sou o fã chato q quero ver tudo do jeito q está no livro na tela, mudanças são bem vindas, mas não tem como tirar a espinha da obra. seria como fazer um filme sobre jesus cristo e ele não ser crucificado no final, ou sobre o titanic e ele não bater em um iceberg e sim ser afundado por outro motivo.
    Té mais.

  • Rafael Arinelli

    kkkkkkk Renato, você esta certo cara… sua visão é muito interessante.
    Eu acho que obras cinematográficas que vem de adaptações de livros, como o próprio nome diz, são uma adaptações. Então podemos adaptar elementos, adaptar narrativas, fazer as adaptações necessárias para que ela funcione em outro meio.
    Por exemplo, realmente Death Note é ruim, mas estão falando de fazer um filme de origem do Pennywise. O personagem continua sendo uma adaptação do livro para o cinema, mas é uma leitura nova dele. Então tudo vai da proposta…
    De qualquer forma, você é fã do filme dos anos 90 e leu o livro, tem um background totalmente diferente do meu, e é muito legal sentir que para você a obra foi bem adaptada e te divertiu. Porque para mim, ela tem falhas de roteiro, perde potência e em alguns momentos é repetitiva.
    É muito legal ver como um mesmo filme pode ter essas diferentes visões, e não que eu queira mudar a sua… mas a sua certamente agregou e muito ao meu ponto de vista, e isso me ajuda ainda mais a construir novos argumentos.
    Valeu!

  • Alan Michael Scott

    Ainda não ouvi o cast, mas, to comentando mesmo assim. It 2017 não é ruim. É uma boa versão para quem vai conhecer a história pela primeira vez, mas, na minha opinião, comparando com a versão clássica, essa é mais fraca em todos os sentidos.
    Separar as histórias que ocorrem em paralelo (passado e presente), que é algo genial, foi o que mais me incomodou. Acho que é uma característica dos filmes das décadas de 2000 onde tudo deve ser muito claro, superficial e explicadinho, sem dar margem pra interpretação ou cansar o público forçando-o a pensar.
    Sem falar que não da pra comparar o novo palhaço com o brilhante Tim Curry.
    Por ultimo, e isso é algo pessoal: eu adoro a estética mais crua e realista, como nos filmes da década de 70, ou do próprio It clássico… Nos filmes pós digital tudo é muito carregado de efeitos e falso, enquadramentos belíssimos mas de forma gratuita, um verdadeiro show off, o que era pra assustar fica apenas “cool” como um monstro de video game… Como dizem, recursos limitados aguçam a imaginação.

  • Erica Nascimento

    É meio bizarro dizer que uma história que há terror, há também sensação de conforto, mas foi o que eu senti ao assistir essa adaptação.Os personagens tem uma boa construção, embora nem todos tenham o mesmo grau de desenvolvimento, e você certamente se importa com eles. Aliás, o susto por mais que não seja tão eficiente em alguns momentos (suspeito que principalmente para quem já está acostumado a sentir susto), ainda assim funciona, na minha visão ao menos, porque você sente medo pelos personagens e isso enxergo como um ponto importante. Você imagina como deve ser uma criança passar por aquelas situações e nisso o filme é muito eficiente. Funciona também porque o filme vai além do terror de monstros e imaginação e há o terror da história de vida dessas crianças, que é tão ou pior do que a aparição física do pennywise. Em alguns momentos eu sinceramente preferia que o pennywise aparecesse ao invés da situação “real” se concretizar. Aliás, as pessoas da cidade parecem ser estranhas e não sei se necessariamente por causa do Pennywise ou se na verdade rola uma retroalimentação (que é como enxerguei). Isso é meio que deixado para a nossa livre interpretação com base no que vimos da história (ou talvez apareçam com uma explicação mais mastigada mais tarde), mas sinceramente, não vi problema em deixar isso sem uma explicação direta.

    Quanto à cena das crianças também enxergando o sangue no banheiro além da Beverly, eu também fiquei esperando as demais crianças não verem nada e me surpreendi quando aconteceu o contrário. Mas aí depois me perguntei por que não enxergariam? Afinal todas elas já tinha tido contato com o Pennywise. E por mais que o terror pareça está na cabeça do personagem, a verdade é que a consequência é real (inclusive, essa “visão compartilhada” não fica só na cena do banheiro. Na casa abandonada onde tem o acesso ao poço isso também acontece e no final quando eles derrotam temporariamente o Pennywise também).

    Quanto ao fato de a situação que faz o grupo se unir no final ser o clichê da “donzela em perigo” não senti esse incômodo na hora, acho que por ter acabado considerando o contexto oitentista trazido no filme mas, principalmente, pelo fato de que ao longo da história construíram uma personagem feminina tão boa e que não me pareceu ser apresentada de forma desrespeitosa (eu não achei ao menos). Então quando teve essa cena, eu não achei que isso diminuiu a força da personagem. Mas compreendo sim o ponto de vista exposto.

    E quanto o Pennywise aparecer o tempo todo, pelo que foi mostrado, ao meu ver faz sentido. A forma que o pennywise aparece para as crianças faz parte da construção de cada personagem. Compreendemos melhor os personagens em boa parte devido a como o palhaço aparece para elas. Não acho que era exatamente para eu sentir medo por eu está vendo algo assustador. Era para eu me sentir tenso ou assustado por elas, crianças as quais eu já me conectei e que estão naquelas situações. E cara, eu achei tão legal a representação gráfica dos medos das crianças, porque é exatamente isso que crianças fazem, projetam seus medos.

    Além disso, por o palhaço aparecer tanto, ao longo do tempo nós também vamos perdendo o medo do Pennywise assim como as crianças também vão. Se A Coisa ficasse boa parte do filme como algo oculto, seria muito mais assustador? Possivelmente sim, mas no momento que as crianças deixassem de temer A Coisa é muito possível que essa mudança parecesse algo muito repentino. Ao meu ver a aparição constante do Pennywise é muito mais uma construção do que um erro. Erro mesmo talvez seja a má execução dos jump scare em alguns momentos quando A Coisa tem que aparecer. O interessante é que mesmo eu não me assustando, eu tive um sentimento muito mais interessante para um filme como esses, eu senti uma mistura de temor e tensão. Não pelas cenas de susto, mas sim pela empatia despertada em mim por aqueles personagens vivenciado o encontro com seus medos imaginários ou reais.

    Apesar de ter assistido a adaptação anterior, não li “IT”, e sim, eu sei que a obra cinematográfica tem que andar com as próprias pernas, independente do livro. Mas cara, para mim, como filme, funcionou demais. Principalmente como uma história de amizade, que supostamente deveria ser algo leve, mas que ainda assim há horror. Ainda, mesmo que eu tenha que considerar a obra isolada, ainda assim ela é uma adaptação e imagino que se o filme quiser se configurar como uma boa adaptação (e acho que por uma questão de escolha, eles queriam isso), há necessidade de se manter a essência do material base. E, olhe, por mais que eu não tenha lido IT, li outros livros do SK e foi uma sensação maravilhosa senti-lo aqui.

    P.S. Desculpa, não percebi esse texto ficando tão grande. X_X