Crítica | Emoji: O Filme 💩

Crítica | Emoji: O Filme 💩

Emoji: O Filme é a produção mais idiota da temporada

Ficha técnica:

Direção: Tony Leondis
Roteiro:  Tony Leondis, Eric Siegel, Mike White
Elenco: T.J. Miller, James Corden, Anna Faris, Maya Rudolph, Steven Wright, Jennifer Coolidge e Patrick Stewart
Nacionalidade e lançamento: EUA, 2017 (31 de agosto de 2017)

Sinopse: Emoji – O Filme desbloqueia o nunca antes visto mundo dentro do seu celular.Escondida na aplicativo de mensagens de texto está Textópolis, uma vibrante cidade onde seus emojis favoritos vivem e trabalham. Nesse mundo, todos os emojis tem apenas uma função – menos Gene, um emoji exuberante que está explodindo com múltiplas expressões. Quando um defeito ameaça a existência do próprio celular, Gene se alia a seu sempre pronto melhor amigo Bate-Aqui e a lendária emoji decodificadora Rebelde para tentar impedir a destruição iminente. Juntos, esses 3 amigos embarcam em uma épica aventura através do celular, para salvar seu mundo antes que ele seja deletado para sempre.

Muitos dirão que Emoji: O Filme é uma representação de seu tempo, de uma geração desinteressada e costumes descartáveis, os millennials, como você provavelmente já ouviu . Não acredite neles. Emoji: O Filme é realmente uma visão ultrapassada de produtores executivos 💼👔 de um estúdio que há algum tempo sofre de uma falta de conexão com o grande público👥 e o que eles possivelmente poderiam gostar 💞(tendo como exemplo exemplo mais recente a adaptação de Stephen King A Torre Negra🔫), recorrendo, inclusive, à outro estúdio para consertar uma de suas maiores (e mais combalidas) marcas. 😑

Textopolis é a cidade onde os Emojis favoritos dos usuários de smartphones vivem e trabalham. Lá, todos eles vivem em função de um sonho: serem usados nos textos dos humanos 📱. Todos estão acostumados a ter somente uma expressão facial – com exceção de Gene😑, que nasceu com um bug em seu sistema, que o permite trocar de rosto através de um filtro especial 😵😍😜☺. Determinado à se tornar um emoji normal como todos os outros, eles vai encarar uma jornada fantástica 🌏 através dos aplicativos de celular mais populares desta geração – e no meio do caminho, claro, fazer novos amigos.

Emoji

O mundo de Emoji – O Filme se passa no celular de um garoto

“Jornada fantástica” que inevitavelmente inclui as costumeiras lições de morais, os “confie em si mesmo”, os “você sempre foi especial”. Se tais lições podem ser integradas de forma autêntica em algumas animações, elas são, na maior parte delas, forçadas. Mesmo que isso aconteça, ao menos elas passam uma espécie de mensagem positiva para os menores 👍. O problema é que a mensagem de Emoji é restritiva, sem sentido e simplesmente equivocada 👎. Equivocado também são os inúmeros product placements ™®, desde Candy Crush 🍬🍭 até os Just Dance 💃que possam existir.

Tentando ser uma mistura de Detona Ralph Divertidamente (duas obras tão superiores a esta que a comparação com Emoji soa até ofensiva), a produção comandada por Tony Leondis  falha em ambas as pretensões. Tendo consciência do mero caça-níquel dramaticamente ineficaz que tem em mãos 💰, o diretor e seus escritores preferem focar seus esforços em gags rápidas e trocadilhos do que em qualquer piada mais elaborada. Os personagens, dublados no original por T.J. MillerJames Corden, Anna Faris e até mesmo Patrick Stewart 👴, são desinteressantes, vazios e sem vida, o que diz muito sobre uma produção chamada justamente Emoji, onde nem mesmo a animação e o design de personagens consegue cativar minimamente (e isto se deve ao fato que a forma dos mesmos originalmente é muito restritiva), ainda assim, há algumas texturas interessantes na concepção dos mesmos, com pixeis que são quase imperceptíveis inicialmente e não os tornam apenas esferas amarelas. 😶

Jailbreak (Anna Faris), Gene (T.J. Miller) e Hi-5 (James Corden) em “Emoji: O Filme”

Este problema de superficialidade vai muito além dos personagens. E a produção é incompetente em construir um mundo 🌍que seja minimamente consistente e imaginativo. Não é porque estamos falando de uma produção com foco nos mais jovens 👶👦 que a mesma deve desrespeitar a inteligência dos mesmos (e prova disso são, novamente, as animações da Pixar, que conseguem ser divertidas e leves, mas também abordar, de forma sensível, temas complexos e maduros, confiando e incentivando a reflexão dos pequenos ❤). Quando o próprio universo criado é frágil e sem sentido na lógica estabelecida, temos um problema.

Com uma sem-vergonha e, francamente, mal intencionada inclusão de uma pseudo mensagem feminista – como se a mera existência de uma na trama fosse atribuir um caráter social que não existe –  a produção acaba sendo coroada👑 como uma das mais oportunistas animações já feitas em vários níveis, além de sugerir uma crítica ao suposto apego dos mais jovens aos celulares que nunca é abordada de fato. Pior: é atribuído um significado maior aos mesmos, como se eles fossem a salvação das interações sociais quando na verdade, ao seu próprio modo, as limitam. 😴

Emoji: O filme

“Emoji: O Filme”

E no final, Emoji: O Filme acaba sendo como um glitch, uma falha no sistema, um produto prejudicial às crianças e entediante para os adultos que nem deveria existir. É um projeto que já estava errado em sua própria concepção, com mensagens cretinas, oportunistas e simplesmente erradas. Emoji: O Filme é, sem sombra de dúvidas, o filme mais idiota da temporada. 💩💩💩

*O curta exibido antes da projeção, do universo de Hotel Transilvânia é adorável, divertido e bem melhor que o longa que o procede.

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