Crítica: As Aventuras de Ozzy (2016)

Crítica: As Aventuras de Ozzy (2016)

As Aventuras de Ozzy traz um desagradável ambiente hostil em um animação infantil.

Ficha técnica:

Direção: Alberto Rodríguez  Nacho La Casa
Roteiro: Juan Ramón Ruiz de Somavía
Nacionalidade e lançamento: Espanha/Canadá, 2016 (01 de junho de 2017 no Brasil)

Sinopse: Ozzy é um pacífico e amigável cão da raça Beagle que mora com os Martins. Quando a família decide fazer uma longa viagem na qual cães não são permitidos, eles decidem deixar o amado Ozzy em um spa para cachorros. Acontece que esse lugar perfeito na verdade é um fachada construída por um vilão que deseja sequestrar cachorros. Preso, Ozzy precisa evitar o perigo e encontrar força nos seus novos amigos para conseguir voltar a salvo para casa.


As Aventuras de Ozzy tem uma opção estranha: a animação é claramente infantil – isso é percebido nas cores e formato dos personagens, além do bom primeiro ato aventuresco e com piadas que podem funcionar para os pequenos. Contudo, o longa desenvolve a história em uma prisão, com todos os clichês de violência que aquele cenário possui. Algo que causa um certo afastamento do público-alvo.

A trama gira em torno do carismático cachorrinho Ozzy. A família dele vai fazer uma viagem internacional e precisa colocá-lo em um hotel para cães. Na fachada, o estabelecimento é luxuoso, mas por trás é literalmente uma prisão para cães. O local é todo coordenado por cães (o diretor e policiais), que supervisionam um trabalho escravo dos detentos. A coisa se desenvolve envolvendo traições, jogo duplo e mentiras. Um arco muito infantil para adultos e um tanto torto para crianças.

Além da mensagem ruim, que pode ser relevada (cada pai sabe onde levar o filho…), o problema é a falta de empatia. Os muitos personagens diluem a força do protagonista. Ele mesmo é só ok. Um cão que corre bastante e isso acaba resultando no mote final – uma corrida entre os cães policiais e os cães detentos. A variedade dos animais fica muito rasa e mal explorada, se limitando a clichês.

A história inicial, com a família de Ozzy se mostrava muito mais proveitosa. Os donos são quadrinistas e usam o cão como inspiração. A própria dinâmica entre a filha do casal e o animal também poderia agradar mais do que a premissa escolhida. Sem o lance do hotel, que ocupa dois terço da animação, e é de fato a história, o filme seria melhor apreciado – grosso modo: o argumento foi ruim e o roteiro também.

As Aventuras de Ozzy foi uma parceria entre Canadá e Espanha, talvez não tenha tido muito investimento. Fato que pode ser mensurado na qualidade do desenho. Não chega a ser criminoso, porém é consideravelmente inferior aos grandes estúdios. Novamente: algo relevável, caso o resto fosse mais redondo. Em suma: uma das animações mais fracas do ano, só perde, por hora, para A Bailarina.

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  • Conversador

    a Pixar não é o q é pela qualidade da animação… e sim pela qualidade do roteiro.

  • Lucas Albuquerque

    Sem dúvida que as histórias são mágicas , mas o cuidado com a animação é elogiável também (o ápice foi no curta Piper e no recente O Bom Dinossauro)

  • Adolfo De Moura Jr.

    Levei meu filho para assistir essa bomba. Ele (6 anos) disse que gostou. Fazer o quê? Eu, da minha parte, achei uma desanimação sofrível, roteiro fraco, personagens sem carisma, criatividade nula e qualidade gráfica fraca demais!

  • Lucas Albuquerque

    Pois é, infelizmente o filme é quase nota zero para os adultos. E aos poucos você vai apresentando filmes melhores para ele. Mas dado os bichinhos e a as cores ele pode ter gostado desse, a história nessa idade não é tão importante…