Crítica: A Mala e os Errantes (Tramps)
A Mala e os Errantes, filme original Netflix do diretor Adam Leon, com Grace Van Patten e Callum Turner

Crítica: A Mala e os Errantes (Tramps)

A Mala e os Errantes é um filme indie fofinho e otimista. É um original Netflix, assim como o também recente Castelo de Areia.

 

Ficha técnica:

Direção: Adam Leon
Roteiro: Adam Leon, Jamund Washington
Elenco: Grace Van Patten, Callum Turner, Michal Vondel, Mike Birbiglia, Margaret Colin, Rachel Zeiger-Haag.
Nacionalidade e lançamento: EUA, 2017 (21 de abril de 2017: lançamento mundial em streaming)

Sinopse: Com destinos cruzados após se envolverem na entrega de uma maleta misteriosa, Danny e Ellie se veem na obrigação de levar a missão até o final enquanto descobrem uma paixão improvável.

 

As músicas agitadas em espanhol servem para acrescentar bom humor a pequenos momentos de urgência que jamais nos levam a qualquer angústia. “A Mala e os Errantes” (Tramps) é um filme leve, por mais que tenha como pano de fundo qualquer coisa de crimes, vizinhanças pobres e o dia a dia cheio de disparidades de Nova York.

A trama é simples e tem como base o “macguffin” mais comum do cinema: uma maleta de conteúdo desconhecido. Danny e Ellie se encontram apenas para transportar o conteúdo a uma pessoa no metrô, mas a inexperiência do garoto faz com que ela acabe indo parar em mãos erradas.

Para resolverem o problema, os protagonistas ganham três aliados: a habilidade de “xeroque rolmes”, o “modo easy” das pistas criadas pelo roteiro, e o fato de os bandidos envolvidos na entrega da maleta serem tão bonzinhos – ainda que adorem um carro em movimento.

Ainda que transformem o resultado final em uma simples aventura de dois jovens que decidem “aprontar muitas confusões”, o fato é que o cineasta Adam Leon consegue fazer um filme com identidade própria e extrai atuações carismáticas do casal principal. E quando os protagonistas, já separados, se reencontram em mais uma das providenciais coincidências do longa em plena Nova York, o que vemos é uma troca de olhar juvenil acompanhada de uma expectativa de um futuro promissor e feliz. E se a esperança que sentimos ao fim dos 82 minutos não é condizente com tudo o que vimos, pelo menos parece representar o que podemos sentir em relação ao diretor e aos atores principais.

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