Crítica – The Investigator: A British Crime Story (Netflix, 2016)

Crítica – The Investigator: A British Crime Story (Netflix, 2016)

Ficha Técnica: The Investigator: A British Crime Story

Direção: Adam Wimpenny, Hugh Ballantyne

Criação: Mark Williams-Thomas, Simon Cowell

Nacionalidade e Lançamento: Reino Unido, 2016

Sinopse: O caso do desaparecimento de Carole Packman, ocorrido em 1985, é apresentado nesse documentário de 4 episódios, produzido pela Netflix.

Esse texto contém spoilers!

Normalmente, eu me interesso muito por filmes e séries com temática policial, envolvendo casos e crimes difíceis de solucionar. Quando me deparei com “The Investigator: A British Crime Story”, um documentário original da Netflix, fiquei animada para assistir, ainda mais por ser um caso real. Entretanto, minha decepção não poderia ser maior.

O caso em si é intrigante. Carole Packman desapareceu em 1985, e, até então, nenhum corpo foi encontrado. O seu marido, Russell Causley, declarou que Carole havia o largado e fugido para algum lugar. Durante anos essa história “colou”. Entretanto, após muito tempo, o marido foi acusado e condenado por homicídio, e até chegou a confessar o crime. Sua amante, Patricia, também foi investigada, mas acabou sendo inocentada.

No documentário, a filha de Carole está desesperada por respostas e procura o detetive Mark Alan Williams-Thomas para rever o caso do desaparecimento de sua mãe. Mark é um famoso investigador inglês, que participa frequentemente de documentários policiais. As cenas intercalam depoimentos das pessoas reais e simulações sobre a vida passada dos envolvidos. A investigação em questão nos apresenta alguns fatos inéditos que passaram despercebidos na época do crime, e a filha buscava entender o motivo do assassinato de sua mãe e onde o pai escondeu o corpo. E lá vem o grande spoiler: eles não resolvem absolutamente nada.

Longe de criticar a investigação e a pesquisa (que, por sinal, foram bastante profundas e intensas), mas sim o documentário. São 4 episódios extensos, fracos, lentos e totalmente repetitivos, onde o espectador espera que ao menos no último episódio o caso possa ser desvendado. Mas não, não espere por isso. São 4 episódios de pura enrolação, repetindo os fatos, os depoimentos, as cenas e toda a história. Em determinado momento, você se pergunta se eles pensam que o espectador apresentará enorme dificuldade em entender o caso ou se eles precisaram de muita enrolação para preencher os 4 episódios. Se você realmente quiser assistir, não assista tudo de uma vez. Torna-se enjoativo e parece que os episódios são os mesmos. Inclusive, arrisco a dizer que assistindo somente ao último episódio já dá para entender praticamente o caso inteiro.

Em resumo, o caso policial é interessante. A ausência de um corpo durante todo esse tempo deixa tudo mais sombrio e misterioso, e a história do marido de Carole com a amante atrai a atenção. Entretanto, a produção está fraquíssima e nada atrativa. Um documentário único, com começo, desenvolvimento e fim, seria mais do que suficiente.

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