Crítica: A Datilógrafa (2012)

Crítica: A Datilógrafa (2012)

Ficha técnica – A Datilógrafa (Populaire)

Direção: Régis Roinsard

Roteiro: Régis Roinsard, Daniel Presley, Romain Compingt

Elenco: Déborah François (Rose Pamphyle), Romain Duris (Louis Échard), Bérénice Bejo (Marie Taylor), Mélanie Bernier (Annie Leprince‑Ringuet), Shaun Benson (Bob Taylor).

Nacionalidade e lançamento: França (2012)

Sinopse

Aos 21 anos de idade, Rose Pamphyle mora com seu pai e estar prestes a casar com o pacífico filho de um garagista. Ela poderia virar uma dona de casa, mas a jovem tem planos mais ambiciosos. Ela sai de sua cidade e tenta um emprego de datilógrafa no escritório de seguros de Louis. Mesmo se suas habilidades como secretária são fraquíssimas, o homem fica impressionado com a velocidade com a qual Rose consegue digitar. Logo o espírito competidor de Louis se desperta: ele decide aceitar Rose como sua secretária, contanto que ela treine para participar da competição de datilógrafa mais rápida do país.

  • Sobre o filme

Sei que é errado falar isso, mas filmes franceses poderiam estar em uma categoria a parte. Eu ainda não sei o que é, talvez o roteiro, ou a combinação do mesmo com a técnica: eles têm um “je ne sais quoi” meio indecifrável de se dizer. O longa “A Datilógrafa” – que na verdade se chama Populaire (a tradução literal é Popular) – é lindo, fofo, gostoso de assistir em um domingo à tarde, com direito a pipoca.

Populaire se passa nos anos 50, época em que as mulheres estavam buscando empregos que não fossem ser apenas donas de casa. Na ocasião, ser secretária era o trabalho do momento: “era chique”. Rose Pamphyle, uma gracinha de garota, tenta a sorte de ser secretária – e consegue, apesar de todo sexismo envolvido, já que é escolhida por ser a “mais bonita candidata”, mas também prova seu valor por suas habilidades com a máquina de escrever.

Louis, chefe de Rose, vê na garota uma oportunidade: colocá-la no esporte hype do momento, que era participar de concursos de datilografia. A regra era simples: quem digitasse mais rápido, ganhava. Aí, rola todo aquele romance beeeeeem clichê, reviravoltas, apaixonamentos e etc.

  • Um pouco de: feminismo

Mas o legal mesmo é que o filme mostra a construção da personagem feminina. Ela decide sair da casa do pai, vai trabalhar com um cara arrogante que se acha o melhor em tudo, mas que a treina e dá oportunidade para ela se virar sozinha e ser uma estrela da datilografia. Tanto é que ela vira popular e assina até uma linha de máquinas de escrever – COR DE ROSA. É, mas tudo bem, já era um começo, não é mesmo?

Ela lê Simone de Beauvoir, é fã de Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, entre outras. Ou seja, só mulheres fortes da história contemporânea.

Outro ponto inquestionável de Populaire é o figurino. É muito bem trabalhado, e chega num certo ponto em que você está imerso na história, e te permite viver aquela época de saias rodadas, petit-poás e quilos de gel no cabelo.

Juro que é fofinho e vale a pena assistir. 🙂

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  • Conversador

    q legal!