Podcast Cinem(ação) #215: Manchester à Beira-Mar / Lion

Podcast Cinem(ação) #215: Manchester à Beira-Mar / Lion

Ainda dentro da bateria de Oscar, hoje o papo é sobre Manchester à Beira-Mar e Lion, filmes que concorrem a 6 categorias.

Hoje é dia de deixar as lágrimas rolarem e falar sobre dois filmes muito tristes… ou que pelo mentos tentam fazer a gente chorar! O que não fica claro a todos é se Manchester à Beira-Mar e Lion: Uma Jornada para Casa são filmes realmente bons, mesmo. Afinal, eles causaram polêmica no podcast e geraram divergências!

Neste podcast, Rafael Arinelli e Daniel Cury conversam com os autores do Cinem(ação) Grecia Baffa (do podcast As Mathildas) e Lucas Albuquerque! Além do debate básico sobre os filmes Lion e Manchester, o podcast ainda tem discussão sobre os casos de abuso contra Casey Affleck, e o quanto o filme com Dev Patel é emocionante! Você vai adorar saber

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> 04m05: Repercussão

> 16m04: Pauta Principal

> 1h42m27: Plano Detalhe

> 1h50m49: Encerramento & Erros de Gravação

Plano Detalhe:

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  • Alexandre de Paula

    Eu tenho um chefe no meu trabalho que praticamente eu não suporto ele como ser humano. É uma pessoa egocêntrica, desrespeitosa com as pessoas e bem desonesta em algumas situações. MAS, dentro do ambiente de trabalho eu separo bem as coisas e o trato profissionalmente como deve ser feito.

    Misturar o que acontece fora do filme com a obra do filme em si é tão anti-profissional quanto eu julgar o profissional como se ele fosse ruim por causa da pessoa que ele é fora do trabalho.

    Apesar de ter apostado no Andrew Garfield, achei MUITO justo a premiação para o Casey Afleck, pois a atuação dele foi excelente. Como foi dito no podcast, os problemas/erros dele extra-filme devem ser julgados pela justiça.

    Existem pessoas que jogam um fardo enorme nas costas do Cinema, como se o Cinema tivesse a obrigação de atender demandas sociais, debates sexistas e raciais, entre outros.
    Não, o cinema não tem que ser obrigatoriamente um reflexo da sociedade. O cinema pode ser também apenas entretenimento. O cinema pode ser apenas uma ficção. O cinema pode ser apenas uma história sendo contada, sem obrigação nenhuma de defender veementemente as mesmas causas que “eu” defendo.

    • Lucas Albuquerque

      Concordo contigo, Alexandre… como falei no cast, há uma ideia de que as análises dos filmes tenham que ser justiceiras sociais. Muitas vezes o cinema em si é esquecido. E como você disse, o cinema não tem necessariamente que resolver os problemas do mundo. Ele é um reflexo da época, e portanto social em certa instância, mas como arte ele pode ser escapista.
      E quando da obra feita, a repercussão deve se ater somente ao produto final e não se o fulano é um bom moço ou não…
      Valeu pelo comentário… volte mais vezes…

    • Rafael Arinelli

      Fala @disqus_5XoaYYFr9j:disqus ! Que bom que veio aqui comentar nosso podcast! Sempre bom tê-lo aqui.

      Eu concordo com você e com o Lucas em alguns pontos disso, mas acho um pouco utópico pensarmos em críticos 100% frios que só olhem o ator através do trabalho dele, e nada mais.

      Tudo que envolve a atuação esta ligado ao pessoal, assim como o lado profissional. Se eu preciso de um personagem branco, loiro, bonito, com voz grossa e que seja simpatico, vamos olhar apenas o lado técnico e procurar essas características. Mas se o cara é um ex-presidiário, ou tem passagem pela polícia, talvez, mesmo tendo todas as características técnicas, ele pode não ser chamado para uma audiência. A sociedade é assim, certo?

      Ou seja, o mundo esta sempre envolvido com o lado pessoal e profissional. Acho utópico simplesmente ignorarmos um dos lados.

      Você falou que tem um chefe que não suporta. É uma pessoa egocêntrica, desrespeitosa com as pessoas e bem desonesta em algumas situações. A questão aqui é, você ficaria feliz se ele ganhasse um Prêmio Mundial de Chefe mais Eficiente? Pode até ser justo ele ganhar, mas será que você que sofre e vê os abusos todos os dias, não se sentiria nem um pouco raivoso com a situação? Nem um pouquinho? rs

      Esta é outra questão. O Casey foi acusado de abuso. Ainda não foi julgado nem condenado, mas o ba-fa-fa que estão fazendo é justamente porque muitas mulheres sofrem abusos diariamente e não são ouvidas. Os abusadores continuam impunes. Essas mulheres vêem na figura do abusador um ser desprezível. Por mais que ele seja um ótimo ator, que mereça sim o Oscar (também acho) pela sua atuação, a discussão esta não em se ele MERECE, mas na SIMBOLOGIA de entregar um Prêmio Mundial de Desempenho, para um cara, que esta se mostrando um mal para a sociedade.

      Enfim, eu sou um dos que acha que o Casey merece o prêmio. E também sou um que acha que a discussão tem que ser levantada, pois acho muito ruim sermos rígidos com uma visão utópica de que o pessoal não afeta o profissional, ou que devemos analisar a obra pela obra, sem pensar nas consequências para tal.

      Muito obrigado pelo comentário. Me ajudou a pensar mais sobre o assunto.

      Abração

      • Alexandre de Paula

        Eu entendo perfeitamente que em algumas situações podemos levar algumas questões para o lado pessoal na hora de avaliar. Mas ao menos devemos fazer um esforcinho pra separar as coisas. Apenas pra fechar o exemplo que eu dei, quando me perguntam sobre o lado profissional do meu chefe, eu elogio sem problemas.

        Quando surge algum tipo de polêmica sobre algum artista, podemos partir de 2 pontos: Ele é inocente até que se prove o contrário, ou é culpado até que se prove o contrário?

        Mas assim, eu só quis expor minha opinião mesmo. Cada um tem todo direito de gostar ou desgostar de uma obra, de se envolver ou separar friamente a obra da realidade.

        Valeu ai pelo feedback, parabéns pelo cast e sucesso pra equipe.

        • Rafael Arinelli

          Valeu Alexrande!!!
          E vamos ler seu comentário no próximo cast!

  • Renata

    Bom, eu acho fundamental que essas coisas sejam expostas e que a verdade sempre venha à tona. No caso do Casey Affleck, esse tipo de comportamento inaceitável tem que sim sofrer represálias dentro das esferas que as competem. Dito isso, eu acho que juntar a vida pessoal de alguém com a vida profissional não é apenas perigoso, como também é injusto. Vou me explicar: eu acho complicadíssimo você usar os méritos pessoais para julgar o trabalho de alguém, porque a gente não conhece ninguém. E mesmo em um caso quando é exposto na mídia, como esse por exemplo. Usemos a sobriedade, o que uma coisa tem a ver com a outra? O que o fato do cara de ser um babaca, que seja, muda no resultado do que ele fez. Olha quantos e quantos artista temos na história com um vida pessoal conturbada, pra dizer no mínimo, mas que deixaram grandes trabalhos aí, que influenciam a arte de milhões de pessoas e que sem eles, talvez nem estaríamos aqui conversando sobre cinema da forma como estamos. E isso, eu estou falando na arte, mas se estende para todos os campos da cultura e ciência humanas. E o contrário também vale, eu não acho correto dar mérito para o trabalho de alguém porque fulano é um ótima pessoa. São universos diferentes, e como eu disse, acho que cada um que ter seu reconhecimento ou sua punição dentro da sua esfera.

    E vou mais além, me desculpe, mas não é papel da arte ter função moral ou social. A arte é um escape do ser humano. Pode parecer chocante o que estou dizendo, mas no dia em o filtro moral ou social começar a permear a arte de forma decisiva, acabou todo o conceito de arte que existe e existiu na história. Ela vai ter de virar outra coisa. A lição/interpretação que você tirar da obra é sua, não é do autor, não é do ator. Dito isso, a retidão moral dos envolvidos no processo de arte é absolutamente irrelevante. Insisto, é chocante dizer isso, eu sei, mas é só estudar a história da arte e a arte é em si nas suas muitas expressões para entender a que me refiro. Naturalmente, a arte pode sofrer influência moral e social? Óbvio! Como ela sofre e sempre sofreu, mas esse não pode ser o fim dela.

    Em resumo, já que o cara é um escroto, então acho que ninguém que se sinta ofendido pelos seus atos deveria trabalhar com ele. Já que o cara é uma figura tão incômoda… e é mesmo! Mas uma vez que deixaram ele trabalhar e ele entregou um excelente resultado, então há de ser dada a glória a quem a merece, do contrário a glória não vale mais nada.

    Abraços!