Crítica: Huset (2016)

Crítica: Huset (2016)

Ficha técnica de Huset.

Diretor: Reinert Kiil
Roteirista: Reinert Kiil
Elenco: Espen Edvartsen, Ingvild Flikkerud, Sondre Krogtoft Larsen, Heidi Ødegaard Mikkelsen…
Nacionalidade: Noruega

Muitos cinéfilos fãs de terror (incluindo eu… é meu gênero favorito) tem a mania de falar “Os filmes de terror de Hollywod sempre segue a mesma fórmula”, mas nunca paramos para analisar o todo. Afinal, filmes de terror que priorizam o susto não é exclusivo da indústria estadunidense. Huset é a prova de que até mesmo países que produzem audiovisual autoral caem nessa mesma armadilha de achar que o susto irá tornar o filme um sucesso.

Huset conta a história de dois soldados alemães que levam um prisioneiro norueguês em uma noite fria de inverno em plena Segunda Guerra Mundial. Ao encontrar uma casa deserta eles decidem descansar até o outro dia, porém a casa não é nada comum. O diretor Kiil demonstra saber todos os elementos básicos para desenvolver um bom filme de terror, mas ao mesmo tempo exibe uma total incapacidade de colocá-los em prática de maneira eficaz. A fotografia apresenta uma opacidade eficiente ao esconder determinados pontos na casa para gerar uma inquietação constante no espectador do que pode estar se escondendo lá. Mas, infelizmente, essa opacidade vez ou outra transforma-se em escuridão total e desnorteia o público em vez de assustá-lo.

Outro ponto a se destacar é a trilha sonora caótica. Kiil nos presenteia com alguns momentos silenciosos onde apenas ouvimos o tic-tac do relógio, momentos carregados de tensão para saber de onde sairá a próxima aparição. Mas, obviamente, são raros, pois o que mais norteia todo o filme é a trilha gritante, quase implorando por um susto ou um pulinho da poltrona de seu público. A cada nova aparição a trilha salta aos ouvidos do espectador penetrando em suas entranhas até ser obrigado a dar aquele grito. Recurso mesquinho utilizado como muleta para encobrir a fraca ambientação e história.

História que se torna cada vez mais incompreensível com o passar dos minutos. O roteiro escrito por Kiil tem um início promissor ao apresentar elementos temporais para justificar os acontecimentos aparentemente sobrenaturais na casa. Entretanto, na metade do segundo ato Kiil também insere elementos de exorcismo no longa, gerando uma confusão no roteiro. Que logo mais se perde entre os caminhos temporais e sobrenaturais sem conseguir explicar ao menos um de forma satisfatória.

Por fim, Huset apresenta os elementos básicos para construir um bom filme de terror, mas perde-se na hora de executá-los de maneira eficaz. Transformando-o em apenas mais outro filme de terror que fracassa ao tentar colocar o susto como prioridade em vez da ambientação. O que pode até agradar algumas pessoas, mas mesmo elas o esquecerão assim que se passar um ou dois dias.

Escrito por: Will Bongiolo

Gostou? Dê um like e passe adiante!

Leia também:

Apoie o Cinem(ação): contribua com a cultura cinematografica!

  • Críticas cinematográficas
  • Mais de 6 horas de conteúdo inédito por semana
  • Podcasts semanais
  • Grupo no Facebook exclusivo para apoiadores
  • Acompanhamento das nossas conquistas com seu apoio

Abra a porta do armário! Deixe seu comentário: