Crítica: Nurse (2013)

Crítica: Nurse (2013)

Ficha Técnica de Nurse.
Diretor: Doug Aarniokoski.
Compositor: Anton Sanko.
Sinopse: Durante o dia, Abby Russell é uma enfermeira extremamente dedicada ao trabalho. Porém, ao anoitecer, ela se torna uma sanguinária, e usa sua beleza e sensualidade para atrair homens infiéis para a morte.

Existem filmes que de tão ruins acabam agradando e se tornando verdadeiras obras cults, ou mesmo sendo abraçado pela cultura pop como Sharknado. Porém, Nurse não abraça sua ruindade e acaba se levando a sério demais em uma premissa interessante, mas extremamente mal executada

A história gira em torno de Abby, uma enfermeira que fora do horário de serviço usa toda sua sexualidade para matar homens casados que dão em cima dela. Uma premissa que renderia boas doses de sangue e mistério, mas o filme logo descarta essa possibilidade para criar tramas paralelas mal exploradas. Temos aqui três vertentes na qual o roteiro não sabe qual explorar, Abby e seus assassinatos, Abby e sua obsessão por outra enfermeira, e o passado sombrio de Abby. Mas o roteiro não consegue desenvolver organicamente e acaba abandonando uma para buscar outra e depois abandona a que começou para retornar a inicial. Ou seja, o filme mistura essas três linhas sem esmiuçar nenhuma. Não sentimos o real motivo dos assassinatos, o romance abusivo entre as duas é forçado, e o passado de Abby é jogado em flashbacks com uma grande obviedade: Luzes claras e falas arrastadas para representar que aquela cena não se passa no presente (ah, sério?)

Outra coisa deprimente aqui é a incessante busca para ser sexy. Para o diretor Aarniokoski toda enfermeira de hospital compra seus uniformes em sexy shop. Além disso, ele insiste em filmar várias vezes a personagem principal nua, ou apenas de lingerie. Oras, isso não é ser sexy, é apenas objetificar o corpo da mulher para conquistar espectadores homens. Para efeito de comparação, o longa À Prova de Morte traz em uma de suas cenas uma mulher dançando de camisa, shorts e chinelo, uma vestimenta cotidiana que não tira a natureza sexy da cena. Mas, infelizmente em Nurse isso nunca acontece.

Entretanto, há de se louvar o valor de entretenimento dos cinco minutos finais. Após muita enrolação e uma trama sem foco algum, Nurse desiste de suas próprias regras para nos mostrar um banho de sangue. Abby faz um verdadeiro massacre, as mortes são extremamente gráficas e é acompanhado por uma trilha que nunca deixa as cenas ficarem fortes. Fazendo o espectador se deliciar com o sangue jorrando nas paredes brancas do hospital. Além do corpo de Abby sujo de sangue ter certa beleza mórbida.

Por fim, Nurse é um péssimo filme que se leva a sério demais e o roteiro aponta para vários lados sem acertar algum. Enfim no final o longa taca um belo foda-se para tudo que tentou construir e nos oferece uma redenção em sangue, mas, infelizmente, tarde demais.

Escrito por: Will Bongiolo

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