Crítica: LEGO Batman: O Filme (2017)

Crítica: LEGO Batman: O Filme (2017)

LEGO Batman: O Filme supera todos os longas da DC do ano passado.

Ficha técnica:
Direção: Chris McKay
Roteiro: Seth Grahame-Smith
Dubladores (originais): Will Arnett, Channing Tatum,  Jenny Slate, Ralph Fiennes, Michael Cera
Nacionalidade e lançamento: EUA, 2017 (09 de fevereiro de 2017 no Brasil)

Sinopse: Derivado de Uma Aventura LEGO, trará novas aventuras do Homem-Morcego (Will Arnett) que descobre que acidentalmente adotou um garoto órfão – ninguém menos que Robin (Michael Cera). A dupla formada pelo Homem-Morcego e o empolgado ajudante deve combater o crime e prender o Coringa (Zach Galifianakis).

Se você gosta de referência vai se esbaldar aqui. O humor, e até a própria narrativa, de Lego Batman é todo pautado em gags que remetem à bagagem do espectador. Nesse sentido a animação será admirada mais por adultos do que por crianças – estas aproveitarão as cores e músicas, mas pouco além disso. A história é uma orgia de vilões. Toda a leva de inimigos do Batman dá as caras aqui – mas quando a coisa estava feia eis que aparece mais uma manada de bandidos como King Kong, Godzilla e Voldermort… Em suma: imagine um Deadpool sem palavrão e com 10 vezes mais diálogos com outras franquias…

O subtexto familiar, para confrontar a sisudez do homem morcego, divide espaço com aquele combo vilanesco. Falar em drama aqui soa até piada, mesmo os momentos mais “tristes” são cobertos de piadas típicas das animações LEGO. Há inclusive uma cena sensacional envolvendo o clássico encaixe do lúdico brinquedo. Mas não só com as piadas somos lembrados que é um filme LEGO. Todo o arcabouço visual está lá, desde o disparo das armas, passando pela grandiosidade dos cenários, até a movimentação característica.

A nota negativa fica por conta das músicas. Infelizmente a sessão para jornalistas foi dublada, então não podemos conferir o trabalho de Will Arnett, Channing Tatum,  Jenny Slate, Ralph Fiennes, Michael Cera e outros… As canções, pelo menos em português, são fracas e focadas no público infantil apenas. A última em especial é quase anti climática. E mesmo nas conversas normais, as vozes escolhidas deixaram a desejar. Como se não bastasse, há uma invenção do Batman como guitarrista completamente desnecessária – as características originais dele já são suficientes para parodiar (tudo bem que vê-lo se assistindo romances em live action é nada menos que hilário).

O roteiro tem viradas previsíveis, porém aqui tal elemento fica renegado a um segundo plano. Perde-se força, claro, mas menos pontos que um filme “normal”. O que é não é tão perdoável é uma certa barriga no segundo ato que faz com que cheguemos estafados no final dele. Mesmo com muitas risadas – pode ficar tranquilo que elas estão sempre presentes – dá um certo sono nesse trecho. A história fica carregada demais. Os responsáveis quiseram socar elementos e esqueceram de puxar o freio de mão, às vezes menos é mais…

Talvez não precisasse do aviso, mas vamos lá: se você quer um filme convencional do Batman, ou acha que o herói é intocável, a versão LEGO não é para você. Contudo se está aberto à diversão sincera, autoconsciente (a piada com Esquadrão Suicida é precisa) e galhofeira, então compre o ingresso e seja feliz. Estou agora muito mais ansioso por uma possível sequência deste do que pela Liga da Justiça que lançará nos próximos meses…

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