Crítica: Sing (2016)

Crítica: Sing (2016)

Ficha técnica: Sing – Quem canta seus males espanta (2016)

Data de lançamento: 22 de dezembro de 2016

Direção: Garth Jennings

Elenco: Mariana Ximenes (Rosita), Wanessa Camargo (Ash), Fiuk (Johnny), Sandy (Meena)

Nacionalidade: EUA

Sinopse: Um empolgado coala chamado Buster decide criar uma competição de canto para aumentar os rendimentos de seu antigo teatro. A disputa movimenta o mundo animal e promove a revelação de diversos talentos da cidade, todos de olho nos 15 minutos de fama e US$ 100 mil dólares de prêmio.

Queridos cinéfilos, eu voltei! Fui esta semana assistir Sing. Confesso que há alguns meses vi o trailer e fiquei MORTA de curiosidade para ver o longa, mas tinha medo. Aquele medo que só a gente sabe de ver um trailer super legal e achar que toda a graça está só ali. Pois bem, fui com as expectativas lá embaixo. Afinal, estava com medo, não é mesmo?

Acontece que sim sim sim, Sing é muito bom (perdão o trocadilho haha). A história traz como personagem central o pequenino coala Buster Moon, dono de um teatro decadente sem nenhum sucesso de bilheteria. Ele precisa salvar seu estabelecimento e para dar uma nova vida ao local, resolve fazer um concurso de talentos musicais. Ele só não esperava que sua querida – e velhinha – assistente digitasse o valor do prêmio erroneamente. Ao invés de US$ 1.000,00 o folheto impresso e distribuído aos quatro cantos levava a informação de US$ 100.000,00. Apenas alguns zerinhos a mais.

Para concorrer, inúmeros animais – sim, só tem animais no filme, nada de seres humanos – se inscrevem e cada um deles têm seu talento. Performance de todos os estilos musicais, mas apenas são escolhidos alguns: Rosita, casada e mãe de 25 porquinhos adoráveis; Johnny, um gorila filho do líder de uma gangue de assaltantes; Meena, uma elefanta tímida com a voz mais linda de todas; Mike, um ratinho metido dono de uma voz irresistível e Ash, uma porco-espinho roqueira adolescente com um super potencial.

E toda essa galera é interpretada por gente TOPZERA (ahaha) como Matthew McConaughey, Reese Witherspoon, Seth MacFarlane, Scarlett Johansson, John C. Reilly, Taron Egerton, Tori Kelly e Jennifer Saunders. Como eu assisti a versão dublada, aqui no Brésil tivemos no elenco Mariana Ximenes, Wanessa Camargo, Fiuk, Sandy e Marcelo Serrado. E eu sou péssima nisso, só fiquei sabendo quando vi os créditos kkkk.

Storytelling

O desenrolar do longa é bem simples: um personagem que enfrenta um dilema, que precisa salvar algo (no caso, o teatro), falha e decepciona várias pessoas, consegue ajuda de seus amigos e dá tudo certo no final. Um storytelling ok, né? O que muda e surpreende, se comparado com outras animações, é a construção dos personagens e a apresentação de suas respectivas histórias. O roteiro e as lições de moral (que sim, são totalmente voltadas para nós adultos) trazem grandes reflexões, como pensar no que se está fazendo da vida, correr atrás dos sonhos e contar com a ajuda de pessoas que têm o mesmo propósito que você.

Às vezes o longa é tão otimista que causa um certo desconforto, mas acredito que seja porque vivemos em um mundo no qual notícias e coisas ruins acontecem o tempo todo. Sofrer é válido, mas ressignificar a dor e conseguir dar a volta por cima é muito mais fácil do que parece, o negócio é aceitar e ir atrás.

Tá, tô parecendo coach falando assim, mas vejo Sing com uma proposta muito mais complexa do que simplesmente aparenta. Todos os conflitos no filme – e os sub conflitos – são coisas que passamos todos os dias: frustração por ter uma vida rotineira, trabalhar com algo que não gostamos, ter medo de fazer coisas e ficar paralisado por isso, falta de compreensão da família. Só que isso tudo é passado de maneira leve e muito cômica. Alguns momentos ápice podem te deixar com lagrimíneas nos olhos, mas não chega perto de Toy Story 3 ou Up – Altas Aventuras.

Técnica

Na parte técnica nada parece ser tããão surpreendente assim. A fotografia é linda, colorida, super alto astral, mas não inova em qualidade de imagem. Talvez, com uma das cenas finais – não vou falar qual é, mas certeza que irá sacar qual é – mostre que existe sim uma preocupação com a estética e uma forma diferente de trazer o passar do tempo e confesso que soltei um “uau” bem baixinho.

A trilha sonora é OBVIAMENTE o que mais se destaca no filme, com músicas de artistas famosos (Sam Smith, Lady Gaga, Katy Perry, The Beatles, Van Halen, Kanye West…) Rolou até Under Pressure e Garota de Ipanema na parada. Quem curte música com certeza vai gostar do filme, que é perfeito para ver com os filhos, sobrinhos, pai, mãe, tio, periquito, papagaio, elefante, lontra… Tá, parei. haha

Confira o trailer aqui:

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