Podcast Cinem(ação) #211: Rogue One: Uma História Star Wars

Podcast Cinem(ação) #211: Rogue One: Uma História Star Wars

Star Wars terá um filme por ano, e este ano, o papo será sobre Rogue One, o filme que precede o episódio IV.

Rogue One: Uma História Star Wars estreou nos cinemas como o primeiro “spin off” da franquia criada por George Lucas (embora muitos se lembrem dos filmes dos Ewoks), e chega causando questionamentos e surpresas no público. Afinal, é o melhor (ou pior) filme da franquia Star Wars? Repete o estilo aventuresco com o qual estamos acostumados ou cria algo novo? E os personagens? São realmente bem estruturados e contados ou acabam se perdendo em um roteiro apressado?

Rafael Arinelli, Daniel Cury , Henrique Rizatto e Cláudio Gabriel – do Senta Aí Cast – conversam sobre o longa, dirigido por Gareth Edwards, e discutem diversos pontos importantes, como por exemplo as questões sobre o quanto o filme é político, além de falarem sobre os “easter eggs” que Rogue One possui. Aproveite para ouvir o podcast que tem até debate sobre algumas questões, já que sempre tem alguém para fazer papel de advogado do diabo na conversa! Confira o bate-papo e comente o que achou!

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> 05m08: Repercussão

> 15m12: Pauta Principal

> 1h46m14: Encerramento & Erros de Gravação

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  • Henrique Tavares

    Sobre a discussão política, eu acho que tem sim, é justamente o mais corajoso de todos. Ele não tem em si discussão, mas como em muita coisa do filme, apresenta em detalhes coisas que podem gerar bastante debate fora das telas.

    Não falo só dos tons de cinza entre o Império e os Rebeldes que a série nunca sonhou em ter, mas também porque insinua diversas vezes que o Império é equivalente aos Estados Unidos. Toda a cena em Jedah remete diretamente à Jerusalém e à guerra do oriente médio, pela ocupação do Império patrulhando as ruas, além do interesse deles nos cristais kyber que são usados como *combustível* para a Estrela da Morte. Além disso, os dois testes da Estrela da Morte são curiosamente semelhantes à explosões atômicas. E os extremistas, homem-bomba e o uso da tática de guerrilha (pela qual os EUA sempre apanharam) estão do lado pelo qual a gente torce. Ah, e não é nem muito difícil imaginar ver um Saw Bin Laden ou mesmo um Saw Guevara ali (antes do nome do personagem ser revelado, ele era chamado de “Castro”).

    Ao contrário lá da época do Episódio 4, que tinha um caráter mais Segunda Guerra, com um inimigo fácil como o nazismo, eu acho que Rogue One trouxe uma atualidade e senso de perspectiva extremamente importante. E que, quando paro pra pensar, é um tanto subversivo para o que costumamos ver em blockbusters.

  • Silvana Oliveira E Silva

    Eu tento pensar agora no momento em que “a encomenda” é feita ao diretor, e os caminhos que ele decide tomar. Ele precisa entregar um filme de mais ou menos 2h, de assalto, com um desfecho que toda a audiência conhece (ora, o filme são os 2 primeiros parágrafos do disclaimer de Uma Nova Esperança), e a obrigação de fazer o público se empolgar.
    Nesse momento ele precisava decidir entre criar a saga de uma personagem ou até dois (no caso Jyn e Cassian), ou um filme focado no disclaimer do episódio IV. E o diretor resolve ser macho e focar o filme na missão. Esse caminho implica em pouco espaço para um desenvolvimento individual, porque o sacrifício foi igual. O monge fanático e a filha esquecida são igualmente peças de um mesmo tabuleiro, sacrifícios em uma guerra onde honra e moral são conceitos relativos. Desenvolver alguém, por conta do tempo, levaria à diminuição do sacrificio dos outros. Eles não se juntam por amizade, afinidade ou convivência. É uma mistura de acaso, senso de dever e do cumprimento de um papel num universo: a coisa certa a se fazer. Numa guerra, não há motivação bem desenvolvida, a maioria não tem a motivação ou o histórico tão brilhantes e estruturados. Se o diretor tem deficiência em desenvolver personagens, Rogue One nunca foi uma oportunidade de superação de suas deficiências.
    Eu senti a morte de cada personagem central ali, e na verdade fui chorando pro carro. Lembrei das guerras modernas, em que há sacrifícios de anjos cruéis, e a zona cinzenta nos faz questionar inclusive nossas convicções de certo e errado. E sim, Darth Vader é o cara. Me fez tremer. Me deu agonia e me fez tremer e temer por pesadelos.
    Pra mim, dentro da missão proposta ao diretor, o filme é tecnicamente e filosoficamente irretocavel.
    É isso que faz Star Wars ser o que é: um universo inesgotável, e o portal foi aberto agora, por isso as possibilidades quase infinitas.
    Obrigada pela reflexão e parabéns pelo podcast. Feliz 2017!

  • Daniel Lemos Cury

    Obrigado pelo comentário, Silvana! Adorei seus elogios pro filme e a forma como você explicou a escolha do diretor!
    Feliz 2017! 🙂

  • Daniel Lemos Cury

    Excelente, Henrique! Perfeitas observações. É uma pena que poucas pessoas consigam chegar nesse nível de interpretação.

    Vamos torcer pra continuarem fazendo esse tipo de coisa nos próximos filmes… nem que seja só nas tramas paralelas aos “Episódios”.
    Abraço!

  • Jax Teller

    Eu gostei muito do podcast, mas acho que escutei a pior desculpa para defender o filme até agora hahahaha como assim o filme não precisa desenvolver personagens porque não é o objetivo? Se você escreve os personagens de forma tão superficial quanto em Rogue One, a conexão emocional do espectador com eles é inexistente, a única morte que faz você sentir algo é a do K2SO, que nem humano é…

    No mais, continuem com o ótimo trabalho, o podcast de A Chegada de vocês foi o melhor sobre o filme que escutei

  • Rafael Arinelli

    Fala @disqus_bhJ4dmac9o:disqus !!! Tudo bem? Cara, você foi exatamente no ponto que eu falei no podcast. Qualquer filme, para ter conexão com o público, precisa desse desenvolvimento! Eu acho realmente que este é o grande problema do filme, ele não da tempo suficiente para crescermos com os personagens!

    Cara, ótimo comentário! Continue nos enviando suas opiniões ok?

    Forte abraço!

  • Daniel Lemos Cury

    @disqus_bhJ4dmac9o:disqus @Rafael Arinelli:disqus Então… acho que a questão do “objetivo” do filme tem a ver com o fato de que ele é uma história de grupo muito mais que de indivíduos. E isso é muito louco… eu já vi falarem diferentes coisas dos personagens, desde que eles são rasos (como voces),
    até o fato de que o roteiro faz vc se importar com todos (no podcast Cinematorio Cafe falaram muito isso). Então acho que entra tambem a relação de cada um com os personagens e uma questão subjetiva (ao menos neste caso, talvez).
    Mas mesmo assim, muito obrigado pelo comentário e pelos elogios! ^^