Crítica: Horizonte Profundo: Desastre no Golfo (2016)

Crítica: Horizonte Profundo: Desastre no Golfo (2016)

Horizonte Profundo é um filme bem raso.

Ficha técnica:
Direção: Peter Berg
Roteiro: Matthew Michael Carnahan, Matthew Sand
Elenco: Mark Wahlberg, Kurt Russell, John Malkovich, Dylan O’Brien, Gina Rodriguez, Kate Hudson
Nacionalidade e lançamento: EUA, 2016 (10 de novembro de 2016 no Brasil)

Sinopse: Mike e diversos outros profissionais estão em uma plataforma petrolífera. Um descuido com a segurança pode colocar a vida de todos em perigo.

Horizonte-Profundo

Há 6 anos, em 2010, uma plataforma petrolífera no Golfo do México explodiu deixando diversos feridos e causando problemas ecológicos na fauna local. O grande problema de Horizonte Profundo é a ausência de carga dramática na condução da trama. O começo estabelece uma boa cena para introduzir o protagonista com a família. Uma simples conversa onde uma mãe e, principalmente, o pai corrigem uma redação junto com a filha. Tal momento tem uma bela receita: bons personagens, diálogos afiados e engraçados, uma criativa explicação científica, gerando uma empatia rara. Inclusive ali vemos uma metonímia para a situação que estar por vir – o trailer está otimamente bem montado explorando essa questão. Um bom exemplo de exposição visual e lúdica (lembra a famosa aula que o Walter White deu no primeiro episódio de Breaking Bad).

Após tal instante, parece que os responsáveis por aquelas ideias abandonaram o filme e alguém com muito menos talento e muito mais preguiça assumiu o comando. Sinceramente não há muito que falar. Típico filme desastre – e analogias com a qualidade não são meras coincidências – com efeitos simplistas, direção pasteurizada e atuações sem inspiração. Mas é no roteiro que o problema reside. Um grande nada é posto em tela. A empatia pelo protagonista se esvai, o “vilão” não é desenvolvido (algo é aqui?). A trama, por vezes pseudocomplexa, falha miseravelmente – é possível traçar um paralelo com Independence Day: O Ressurgimento. Nele, como há a abertura para a galhofa, a coisa funciona bem melhor. Aqui, dado o reflexo dos fatos reais não existe essa possibilidade, e não tem força para se sustentar como um filme “sério”. Pode-se gerar uma discussão sobre fazer um filme tão próximo a um desastre, discussão essa que acho improdutiva. Sinceramente não vejo problema da indústria lucrar com tais acontecimentos.

Horizonte Profundo é formulaico e pueril. Os alívios cômicos se repetem e surgem de forma constante no primeiro ato, o que enfraquece tal recurso, tornando-o mera muleta. A ação é genérica, por vezes confusa e apoiada em efeitos especiais. Não vi elementos que possam gerar uma comoção no público. A nota só não é menor, pois a pequena cena inicial e as primeiras piadas dentro da estação petrolífera funcionam bem.

 

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