Crítica: Elon Não Acredita na Morte
Elon Não Acredita na Morte

Crítica: Elon Não Acredita na Morte

“Elon Não Acredita na Morte” é uma densa incógnita que poderia ser ainda mais curta.

 

Ficha técnica:

Direção: Ricardo Alves Jr.

Roteiro: Ricardo Alves Jr., Diego Hoefel, Germano Melo, João Salaviza

Elenco: Rômulo Braga, Clara Choveaux, Lourenço Mutarelli

Nacionalidade e lançamento: Brasil, 24 de Setembro de 2016 (Festival de Brasília), ainda sem estreia comercial. Visto na Mostra de São Paulo.

Sinopse: Quando vai buscar a esposa Madalena (Clara Choveaux) no trabalho, Elon (Rômulo Braga) descobre que ela desapareceu misteriosamente. A partir de então, ele inicia então uma longa jornada para entender o que aconteceu: começa a seguir as rotas diárias dela e conversa com parentes e conhecidos.

Elon Não Acredita na Morte

Elon Não Acredita na Morte

Longos planos que mostram o protagonista caminhando de um lugar ao outro costumam ser usados por muitos cineastas como muletas narrativas. “Encheção” de linguiça, muitas vezes. Mas é curioso como eles podem se tornar uma maneira de criar tensão e agonia.

É o caso de “Elon Não Acredita na Morte”. O filme do diretor mineiro mostra o problemático personagem-título à procura de sua esposa, que sumiu de repente. Sem muitos diálogos e com uma esforçada atuação do ator Rômulo Braga, o longa simplesmente acompanha o personagem.

O curto longa-metragem (74 minutos) bem poderia ser um curta (e este texto bem poderia ter uma aliteração), e não seria necessário fazer muito: apenas reduzir os momentos enfadonhos. No entanto, é fato que estes longos takes acompanhando o protagonista permitem criar um ar denso e taciturno, que é o verdadeiro propósito do longa. A todo instante, parece que algo vai acontecer, mas nada acontece. Pelo menos não até certo ponto da projeção.

Elon Não Acredita na Morte

Tempo demais sem o que dizer

Até mesmo durante a cena de sexo quase explícito tem sua função de mostrar a tensão do protagonista, ainda que ela possa vir a ser interpretada também de formas diferentes. Mesmo assim, se fosse menos demorada ou menos preocupada em “chocar”, talvez tivesse mais serventia – ou menos perda de tempo.

No fim, o título do longa se justifica com acontecimentos que podem receber algumas interpretações diferentes. Afinal, estaria o cineasta nos ludibriando? Pode ser que sim. Afinal, é para isso que pagamos o ingresso do cinema.

“Elon Não Acredita na Morte” acaba sendo uma proposta interessante que, infelizmente, não se sustenta totalmente e cria elementos demais para conteúdo de menos. Poderia ser um curta, poderia ter algo mais, ou simplesmente poderia deixar um pouco mais claro o que o cineasta desejava, já que o silêncio, neste caso, não diz muita coisa.

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