Eu Cinéfilo #27: A Noviça Rebelde (1965)
A Noviça Rebelde

Eu Cinéfilo #27: A Noviça Rebelde (1965)

Artigo sobre “A Noviça Rebelde”

Lançamento: 1965
Direção: Robert Wise
Elenco: Julie Andrews, Christopher Plummer, Richard Haydn
Gênero: Drama
Nacionalidade: Reino Unido, EUA

 

Os tempos atuais estão conflituosos. Atualmente há uma escalada da violência contra o homem, e pior, o homem comum, diferenciado daquele que luta em guerras ou que defende veladamente alguma ideologia, por exemplo. O alvo é aquele cidadão que usa o seu tempo de vida conquistando recursos financeiros e que os gasta consumindo bens, lazer e outros benefícios que venham a lhe trazer conforto.

Iconicamente destacam-se os atentados que ocorreram em novembro de 2015 na França, no qual mais de 120 cidadãos comuns morreram, simplesmente porque estavam usufruindo daquilo que a sociedade atual dispõe de melhor. Pois bem, mas será que os tempos atuais estão piores e mais violentos que os do passado? A resposta pode não ser tão simples quanto uma palavra de uma sílaba pode expressar, mas o “não” é a resposta correta, com certeza.

A história geral da humanidade é dividida em cinco partes evolutivas: Pré-história – do nascimento do homem até 4000 A.C. quando nasceu a escrita; Idade antiga – de 4000 A.C. até 476 D.C, marcada pela queda do Império Romano do Ocidente; Idade média – de 476 D.C. até 1453, quando da queda do Império Romano do Oriente nos dias que sucederam a tomada de Constantinopla pelos Turcos Otomanos. Idade moderna – de 1453 até 1789, marcado pela Revolução Francesa, iniciando também o era da produção capitalista; Idade contemporânea – de 1789 até os tempos atuais, porém com destaques para o fim do século XVIII e inicio do século XIX, quando da Revolução Industrial que marca até hoje esta época. Porém, apesar de toda esta “evolução”, sempre, e invariavelmente sempre, as mudanças ocorreram por conflitos violentos do homem contra o homem, e hoje não é diferente, tal como não fora, por exemplo, na segundo quarto do século XX.

Nesta época, mais precisamente em meados de 1938, o filme “A Noviça Rebelde” narra, através de um divertido conto musical, os ocorridos na Áustria pré invasão nazista.

A Noviça Rebelde

A história do filme conta como a verídica família austríaca Von Trapp (formada pelos sete filhos do capitão Von Trapp mais a futura esposa Maria, a “noviça rebelde”, além de mais outros três filhos que não são relatados no filme), sobreviveu ao “ataque nazista” daquela época, exemplificando aquilo que é realidade nos tempos atuais: como uma feliz (!) e comum família, formada por cidadãos comuns que ideologicamente não lutam por causa diferente daquela que gere a felicidade, são assombrados e abruptamente assoladas pela violência alheia.

“A Noviça Rebelde”, apesar de marcada cinematograficamente e com muitos méritos pela grande beleza de suas canções, da interpretação teatral belíssima dos atores Julie Andrews (Noviça), Christopher Plummer (capitão) e das crianças, e da magistral fotografia da produção, pode ser interpretada como uma triste fotografia da história dos homens, que são capazes de viver harmoniosamente (no seio de uma bela família), porém, antagonicamente também capazes de criar atrocidades abomináveis (o partido Nazista e suas mais que conhecidas consequências).

Felizmente o cinema é capaz de eternizar este antagonismo, e talvez algum dia aprendamos a eternizar a paz, justamente contrariando a história da civilização. Talvez.

 

Texto escrito por:

Jakson Böttcher

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  • jakson

    Inclusive, artigo escrito em homenagem à Charmian Carr, atriz de ‘A noviça rebelde’, que morreu aos 73 anos e que interpretou o papel da filha mais velha de Von Trapp.

  • Sempre que escuto falar deste filme eu acho que é o Mudança de Hábito.
    Inclusive eu abri o link no e-mail achando que era ele, ai dei de cara com banner..

    • jakson

      Kkkk… É, são beeeem diferentes, mas, os dois valem serem vistos.