Crítica: Piaf: Um Hino ao Amor (2007)

Crítica: Piaf: Um Hino ao Amor (2007)

Ficha técnica – La môme (2007)

Direção: Olivier Danham

Roteiro: Isabelle Sobelman e Olivier Danham

Elenco: Marion Cottilard (Edith Piaf), Jean-Pierre Martins (Marcel Cerdan), Gerárd Depardieu (Louis Leplée)

Nacionalidade e lançamento: Reino Unido, Republica Tcheca e França (2007)

Sinopse: A vida de Edith Piaf, desde criança até o seu fim, com fama, dinheiro, problemas com álcool, amor intenso e uma voz inconfundível.

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Era uma vez Piaf: Um Hino ao Amor

Era mais um filme daqueles que a gente coloca na lista do Filmow para ver: “um dia eu assisto”. E como sempre, nunca lembrava de ver. Até que, em uma conversa animada sobre filmes cults e cursos de línguas com um mais novo amigo cinéfilo, eis que surge Edith Piaf e minha paixão pela cultura francesa.

Piaf: Um Hino ao Amor é um longa-metragem com direção e roteiro admiráveis de Olivier Danhan, e atuação incrível da atriz Marion Cottilard – que levou o Oscar na categoria “Melhor Atriz” em 2008.

A biografia aqui é tratada cronologicamente reversa: começa pelo “fim”, em que Piaf já aparece doente e no fim de sua carreira, e há um “vai e volta” eterno entre momentos que retratam o passado triste da cantora e a história crescente de sua ascensão no mundo da música. Vemos uma pequena Edith, que sofre com a situação dos pais separados, uma mãe que a abandona, um pai que a deixa passar a infância em um bordel e que a usa para conseguir dinheiro mendigando (ufa, tanta coisa) até que ela vai crescendo e percebemos seu talento nato e sua busca por uma vida (um pouco) mais feliz e independente.

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A rápida aparição de Gerard Depardieu, que interpreta Sr. Leplée – dono de uma boate que encontrou Edith cantando na rua e a ajudou a começar – já nos aquece o coraçãozinho por ter um ator “um pouco mais conhecido” no elenco. Porém, isso passa conforme nos acostumamos com Marion, uma atriz maravilhosa que consegue mostrar tão incrivelmente as fases marcantes de Piaf, desde sua fase jovem até a enfermidade, no fim da vida.

Um pouquinho da parte técnica

A imersão no filme já começa pela parte técnica, em que vemos planos cuidadosamente escolhidos para passar como era a intensidade de sentimentos de Piaf: tristeza, indiferença, felicidade, raiva, enfim, uma lista que ficaria aqui por várias e várias linhas. Como é a Paris retratada no início do século XX e a história começa bem triste, temos sempre a sensação de que estamos no escuro, sujos e cansados. Com o passar da trama, as cores e as luzes se fazem mais presentes, principalmente nos anos áureos da cantora, em que ela aparece “a todo vapor” e deixa de poder. Na trilha sonora encontramos as melhores (acredito que as mais lindas) músicas interpretadas pela francesa, que realmente faz o espectador se conectar com a França de mil novecentos e bolinha.

Opinião da Tia Gré

Um filme lindo, digno de uma cantora francesa maravilhosa, que pode aquecer coraçõezinhos gelados e tristes com suas músicas de amor como é o caso de seu maior sucesso, La Vie en Rose. (Ouça, sério, é linda!)

Sei que não é uma fábula, mas a moral da história na verdade é um conselho que a própria Edith deixou, em uma entrevista publicada no Music-Hall, em fevereiro de 1960, feita no fim de sua vida:

 

Si vous deviez donner un conseil à une femme, que serait-il?

(Se tivesse de dar um conselho a uma mulher, qual seria ele?)

– Aimez! – (Ame!)

 

A une jeune fille? – (A uma jovem?)

– Aimez! – (Ame!)

 

A une enfant? – (A uma criança?)

– Aimez! – (Ame!)

Nota: 4

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