Trash Freak #13: As peripécias de um biscoito traquinas que sonhava em ser o Chucky

Trash Freak #13: As peripécias de um biscoito traquinas que sonhava em ser o Chucky

Ficha Técnica

Título:

The Gingerdead Man (Original)

Ano produção:

2005

Dirigido por

Charles Band

Elenco:

Gary Busey, Robin Sidney, Alexia Aleman, Rian Locke

Duração:

70 minutos

Gênero:

Trash, comédia, terror

Países de Origem:

Estados Unidos

Receita biscoito Jpeg

O que aconteceria se alguém misturasse o clássico Brinquedo Assassino com o programa MasterChef? Indagação bizarra, não? Mas como bizarrice é um dos sobrenomes da sétima arte, é óbvio que alguém já pensou nessa receita. O sommelier de trasheira da vez é o produtor de filmes de terror norte-americano Charles Band, famoso por filmes sem noção, que em 2005 presenteou o mundo com uma das obras mais “surrealista-psicodelica-pós-moderna-ultrajovem” da história do cinema.

Definitivamente, O Biscoito Assassino (que nos cinemas de São Paulo recebeu o título de “A Bolacha Assassina”) é um filme ‘São Tomé’… Você só acredita que a produção existe depois de assisti-la e rir muito de sua tosquice. Se você sofre de Mageirocofobia, um distúrbio psicológico sério onde as pessoas nutrem uma profunda fobia por culinária, passe longe desse filme… ou não! O enredo é tão surreal que é capaz de servir como terapia e te curar!!!

Biscoito Assassino Chucky

A zoeira começa quando um assaltante, interpretado pelo veterano Gary Busey, que outrora fez filmes como Maquina Mortífera, Predador e Dr. Dolittle, entra numa pequena confeitaria e mata o pai e o irmão mais velho da bela mocinha protagonista, que reagem ao assalto. O ladrão tem uma crise de consciência e acaba poupando a vida da protagonista.

A história salta no tempo e ficamos sabendo que dois anos após os acontecimentos, o ladrão foi preso e condenado a cadeira elétrica… acontecem alguns eventos muitos loucos e o espírito do assaltante é reencarnado num biscoito de gengibre que ganha vida para executar uma vingança contra a única sobrevivente do “massacre da confeitaria” e atual dona do estabelecimento.

biscoito em cena

O enredo de psicopatas que reencarnam em objetos inanimados é um clássico dos filmes de terror, mas pode ter certeza que nenhum é mais inimaginável que esse biscoito. Com um pouco de açúcar, uma porção considerável de gengibre aliados a um “bom carisma” (muita fanfarronice dos criadores), ele consegue prender aten
ção numa produção de pouco mais de uma hora de atuações da escola Malvino Salvador de interpretação, uma trama secundaria amorosa à lá ‘A usurpadora’ e alguns diálogos bem nonsense.

Embora a atuação do biscoito supere as expectativas, nosso astro é atrapalhado por um desenvolvimento de roteiro água com açúcar, que não abraça o humor negro. Em teoria, Biscoito Assassino tinha potencial para ser uma deliciosa e macabra sátira de terror, como 30 anos atrás foi seu antecessor culinário trash “Tomates Assassinos”… porém, o que se revela na prática é que o filme é uma versão do Chucky, dirigida pela Palmirinha, com roteiro do Tiririca e orçamento de uma novela da Bandeirantes. (apesar de ser ruim, a mistura garante umas risadas até!)

O Biscoito faz até sucesso com a mulherada!

O biscoito aproveitando as benesses da fama

O fato é que alguns diretores americanos de terror parecem sofrer de alguma espécie Mageirocofobia não curada… Essas neuroses, de tempos em tempos, se manifestam em filmes totalmente surreais que você precisa assistir para acreditar que eles realmente existem… Qualquer hora dessas, a Ana Maria Braga vai fazer uma macarronada com tomates assassinos ou uma muqueca de piranhas voadoras… Se a gente der sorte, ela dá esse biscoito  ao mala do Loro José!!!

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