Home Cinema Mundial Crítica: Capitão América – O primeiro Vingador

A Marvel está criando uma grande franquia. Como se não bastasse a força dos herois dos quadrinhos, o estúdio da Disney unifica as histórias para formar Os Vingadores ( The Avengers). É como se cada um dos filmes de Thor, Homem de Ferro 1 e 2, Hulk e Capitão América fosse uma pré-sequência (prequel) da franquia Os Vingadores (duvido que será só um filme).

Sabiamente, o estúdio deixou para apresentar por último aquele que foi o primeiro de todos os vingadores. É o primeiro porque a história de Capitão América se passa durante a Segunda Guerra Mundial, elaborada de forma a permitir que Capitão América venha para os dias de hoje, quando a história dos Vingadores vai se passar (em 2012).

Originalmente, Capitão América é o mais ufanista e nacionalista dos herois das HQs. Mas o mundo atual não valoriza mais os Estados Unidos como antes. Se durante o período da Guerra e dos Pós-Guerra eles eram tidos como os tais, hoje o mundo não valoriza a bandeira estrelada como fazia antes. A presença de importantes personagens ingleses e a ênfase nos nazistas como inimigos comuns foram maneiras acertadas de não enaltecer o país em crise de Obama.

Capitão América também acerta na bela fotografia, que determina o tempo muito bem e lembra o filme “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã”. Os efeitos visuais são bem elaborados e não exigem muito do espectador, afinal a maioria dos efeitos tem relação com o que se tinha na época, em vez de raios e explosões modernas. No entanto, o 3D convertido é desnecessário, assim como na maioria das situações recentes no cinema.

A trama, menos focada nas cenas de batalha e bastante focada nos personagens, segue coerente com o passado de Steve Rogers (o Capitão América) e o crescendo pessoal de sua trajetória. Chris Evans não é nenhum gênio da atuação mas se sai bem como um protagonista bem desenvolvido e caracterizado como heroi disposto a se sacrificar por todos. O ator já havia sido o Tocha Humana no Quarteto Fantástico, filme com objetivos e linguagem muito diferentes da atual franquia da Marvel. O destaque do filme fica para Tommy Lee Jones, engraçado e ao mesmo tempo carregado do peso de sua responsabilidade. Por falar em piadas, elas estão presentes em toda a projeção, algumas vezes sem necessidade.

Os pontos fracos do filme ficam para o vilão. Não que Hugo Weaving seja ruim, mas a concepção do vilão não é forte o suficiente. Sem muitas explicações e na tentativa de personificar o nazismo, o vilão vermelho soou mais como um simples obstáculo externo para o protagonista. Fica difícil entender as razões de sua tamanha tirania.

Capitão América é um excelente filme de ação e consegue amarrar todas as informações necessárias para a chegada de Os Vinagadores. Aproveite as cenas que vem após os créditos finais e, caso seja um verdadeiro fã das HQs da Marvel, se prepare para as mil referências ao universo criado por Stan Lee.

Que venha 2012!

Comments

comments

  • Antonio Dias

    Grande Cury!

    Gostei do Texto. Eu acompanho histórias da Marvel, mas não acompanho de perto as histórias do Capitão América. Pelo pouco que sei sobre os personagens citados, o Capitão é sim um “americanóide”, e, usando suas palavras sobre o Caveira, realmente “fica difícil entender as razões de sua tamanha tirania”.

  • http://www.fabiotv.zip.net FABIOTV

    Olá, tudo bem? Esse é o tipo de filme que passo beeeeem longe. Abraços, Fabio

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