Crítica: Capitão América – O primeiro Vingador

A Marvel está criando uma grande franquia. Como se não bastasse a força dos herois dos quadrinhos, o estúdio da Disney unifica as histórias para formar Os Vingadores ( The Avengers). É como se cada um dos filmes de Thor, Homem de Ferro 1 e 2, Hulk e Capitão América fosse uma pré-sequência (prequel) da franquia Os Vingadores (duvido que será só um filme).

Sabiamente, o estúdio deixou para apresentar por último aquele que foi o primeiro de todos os vingadores. É o primeiro porque Continuar lendo

A Serbian Film – Terror sem Limites

O filme é sérvio. Violento, sangrento, ousado. No título em português brasileiro, há uma ironia com o que ocorreu no Brasil. O terror teve limites.

“A Serbian Film” conta  a história de um ex ator de filmes pornôs que passa a ser obrigado a fazer coisas horrendas, caso contrário ele morrerá. De acordo com os produtores, o filme representa a decadência moral pela qual a Sérvia passou após a crise da década de 1990.

Devido às cenas fortes e ao excesso de sangue, a Caixa Econômica Federal, patrocinadora do festival RioFan, vetou a exibição do filme no festival, alegando que “entende que a arte deve ter o limite da imaginação do artista, porém nem todo produto criativo cabe de forma irrestrita em suporte ou lugar”.

No entanto, o filme teria uma exibição no Cine Odeon, no Rio de Janeiro. A pedido do diretório do partido DEM, a 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio de Janeiro vetou a exibição. O veto também foi mantido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Considerado por muitos como um filme que faz apologia à violência contra a mulher e à pedofilia, o filme foi defendido pelos produtores com asseguintes palavras: “as cenas pretensamente violadoras do Estatuto da Criança e do Adolescente são desprovidas de caráter erótico ou indutivo ao cometimento de crimes sexuais, sendo, na verdade, uma obra de ficção-científica.”

É importante ressaltar que o “A Serbian Film” já foi exibido no Brasil em outros dois festivais: no “I Festival Internacional Lume de Cinema” (São Luís – MA) e no “VII Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico” (Porto Alegre – RS). Também é importante lembrar que nenhum dos envolvidos nos vetos afirmou ter assistido ao filme: nenhum membro do DEM, nem a desembargadora  do Tribunal e nem a juíza da 1ª Vara (supracitada).

A distribuidora do filme, Petrini, afirmou que exibirá o filme em outras praçar, já que a proibição foi somente no estado do Rio de Janeiro. Apesar dos muitos manifestos contra a proibição, ela se mantém em território fluminense.

Manifestação artística não precisa e não deve ser proibida. Já se foi o tempo da censura. Antes de tudo, os envolvidos deveriam todos assistir ao filme e não se basear apenas em trailer e sinopse. Caso o filme seja realmente violento, abusivo e perturbador, talvez seja o caso de deixar isso claro nos cartazes e no material de divulgação. Seria mais fácil ainda se as pessoas no Brasil respeitassem mais os limites de idade da classificação indicativa.

O próprio trailer do filme possui cenas fortes. Caso sinta vontade de assistir, clique aqui.

E se você é a favor ou contra a censura, pode utilizar o espaço de comentários do blog para expôr sua opinião.

 

Fonte principal: Cinema em Cena

Faroeste Caboclo já tem vídeos e fotos das filmagens

O filme Faroeste Caboclo já foi filmado totalmente. Agora está em fase de pós produção. O filme ainda não tem data de estreia definida. Veja abaixo fotos, um dos vídeos e o link para outro vídeo.

Assista ao outro vídeo clicando aqui!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Harry Potter e os números de bilheteria

Nos 7 primeiros dias de exibição nos cinemas, o filme Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2 arrecadou mundialmente a quantia de US$ 640.187.891,00 .

Com isso, o filme bateu diversos recordes no mundo e também nos Estados Unidos.

No primeiro dia de exibição, o filme bateu o  recorde mundial de arrecadação no primeiro dia de abertura: US$ 91.071.119,00

O filme também teve a marca de melhor fim de semana de estreia no mundo, com US$169.189.427,00. Este valor também faz de Harry Potter 7.2 a maior arrecadação em Julho e a maior arrecadação nos três primeiros dias de exibição.

Até antes do filme, a maior franquia cinematográfica dos Estados Unidos (em arrecadação) era a série Star Wars, de George Lucas, que tem 6 filmes. Foi somente com o oitavo filme que Harry Potter ultrapassou a marca dos Jedis nos cinemas estadunidenses: os filmes do bruxo ultrapassaram os US$2,223 bilhões contra os US$2,218 bilhões dos filmes “intergaláticos”.

Mundialmente, a soma de todos os filmes Harry Potter já ultrapassou a marca dos 7 bilhões de dólares. É um valor superior ao PIB de países como a Mauritânia, Montenegro, Barbados e Zimbábue, e equivalente ao valor de mercado do Twitter.

Primeiro filme dirigido por Philip Seymour Hoffman

Após atuar na peça da Broadway “Jack Goes Boating”, o excelente ator Philip Seymour Hoffman foi convidado a participar e dirigir a adaptação cinematográfica da comédia romântica pouco convencional. Em português, o filme se chama “Vejo você no próximo verão”. Apesar das críticas negativas à direção do excelente ator, o filme promete uma ótima surpresa e um ótimo começo de carreira como diretor para Hoffman, que todos conhecemos pela atuação. Já está nos cinemas.

Reflexões sobre cinema e papel

*texto também publicado no portal Itunoticias.com.br

Uma revista sobre cinema. Eu quase já havia esquecido como era o gosto de comprar uma revista. O mundo moderno cheio de sites, blogs e textos online foi, aos poucos, acabando com o meu antigo hábito de comprar revistas. Não só de comprar revistas, mas mesmo de entrar em bancas. Não deveria ter perdido o hábito. Fez bem (re)ver revistas, quadrinhos e até mesmo livros de bolso. Faz parte da diversidade de opções do entretenimento atual: nem tudo precisa ser consumido em forma de bits e bytes.

A revista sobre cinema era como algo que eu queria há um bom tempo sem nem saber. Folheei. Matérias sobre filmes em cartaz, filmes ainda não lançados, festivais de cinema. Diferente da informação consumida gratuitamente na tela de cristal líquido, a revista continha assuntos mais aprofundados, que não só me permitiriam apreender mais, como também tornaria mais fácil ler no ônibus ou em outro lugar.

É claro que também é possível se aprofundar em diversos temas na internet. No entanto, especialmente quando se fica tanto tempo voltado para a tela, o papel faz falta. Na revista, também é possível dar atenção somente a propagandas voltadas para o cinema, especificamente. Nada de carros, cervejas e produtos de limpeza.

Ler revistas sobre cinema também é uma forma de contribuir com o mercado. Afinal, informação faz parte do pacote na hora de viver o cinema. Sem informação, não se divulga. Sem divulgação, não se assiste. Sem assistir filmes novos e diferentes, não se progride (tanto do ponto de vista pessoal quanto da produção como um todo).

A revista que comprei vinha com matérias sobre a vida de atores e suas relações com os personagens que viviam. Tudo isso porque não haveria tempo de assistir ao filme antes do “fechamento da edição”. É bom, vez ou outra, ter contato com o ritmo mais lento de uma produção. É como se a revista estivesse para os sites da internet como o cinema está para a TV. Dá tempo de digerir, preparar, pensar e repensar antes de publicar. O cinema é assim: às vezes, o hiato entre a gravação e a exibição chega a ser de quatro anos. A revista precisa ser “fechada” alguns dias antes da publicação.

Nem tudo precisa ser rápido, instantâneo, agora. Pode ser mês que vem. O papel não tem trailer, não tem vídeo, não tem som. Mas tem textura, tem dobra. O filme, que nada mais é do que uma sequência de imagens vistas por um “papel” em constante movimento, precisa de textura, do tecido, dos pontos que se interligam por meio das ações dos personagens. O tecido da costureira e o roteiro do escritor (ou os escritos do roteirista?) são muito parecidos. São redes de ligações e demoram muito tempo para serem feitos.

O trabalho para produzir um tecido, uma revista, um filme, exige lentidão, calma e preparo. A manufatura sempre será mais valiosa que a industrialização.

Em meio à rapidez dos carros, ao fluxo constante das fibras óticas, e à freqüência das ondas no ar, é bom ser lento. Costurar. Ler revista. Ir ao cinema.

Dica de Filme: Budapeste

O livro Budapeste, de Chico Buarque, é um excelente romance. Como praticamente tudo o que Chico faz em música e literatura, há sensibilidade e um toque de carinho.

No caso de Budapeste, para uma pessoa que estudou linguagem ou pelo menos para alguém que aprendeu alguma(s) língua(s) estrangeira(s), há ainda mais identificação.

As palavras que não se separam e parecem uma coisa só. O amor e a identificação que ajudam no aprendizado. A relação entre língua materna e língua estrangeira: até que ponto podemos nos aventurar a escrever um livro em outra língua ou esquecer a língua primeva?

Em Budapeste, José Costa é um ghost writer que começa a se incomodar com o sucesso das pessoas que fazem sucesso por causa de seu texto. Nem mesmo sua esposa sabe que ele escreve os livros. Ele ‘cai’ em Budapeste, capital da Hungria, por acaso, e se apaixona pelo local, pela língua, e por mais alguma coisa.

O filme é sensível e cheio de nuances. A direção de Walter Carvalho (Chega de saudade) é segura e Leonardo Medeiros garante um excelente protagonista. Fica um ótimo filme, com frases lindas, diálogos lindos e uma grande obra da literatura e do cinema nacional.

O fim do filme, especialmente para quem leu o livro, é de uma metalinguagem incrivelmente “chicobuarqueana”, como não podia deixar de ser.

Vencedores de Paulínia 2011

No Paulínia Festival de Cinema deste ano, o filme “O Palhaço”, de Selton Mello, era o grande favorito. No entanto, o filme “Febre do Rato” roubou a cena de última hora e levou oito das 16 estatuetas distribuídas aos Longa-metragens pelo júri popular, contra quatro de “O Palhaço”.

Confira os vencedores do Festival de Paulínia: Continuar lendo

crítica: Meia noite em Paris

Woody Allen está mais Woody Allen do que nunca.

O mais recente filme de Woody Allen, “Meia Noite em Paris”, é uma grande ode à arte e à Paris dos anos 1920.

Gil (Owen Wilson), um roteirista que deseja se tornar romancista, está em Paris com a noiva e os sogros, onde começam os preparativos para seu casamento. Desde o princípio, Continuar lendo

Riscado

Elogiadísssimo pela crítica na Mostra Tiradentes, o filme Riscado, de Gustavo Pizzi será exibido em Agosto no Festival de Gramado.

O filme conta a história de Bianca, uma atriz que trabalha com divulgação de eventos, na esperança de conseguir uma boa oportunidade. Então, ela é encontrada por um diretor francês e tem sua vida mudada.

Veja o trailer: